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Idosos são quem partilha mais 'fake news' nas redes sociais

Investigadores americanos concluem que pessoas com mais de 65 anos partilham mais conteúdos falsos nas redes sociais.

14 de janeiro de 2019 às 01:30

O estudo foi conduzido por investigadores das universidades de Nova Iorque e Princeton, nos EUA, e depois de analisados os dados as conclusões são agora reveladas: os internautas com mais idade (maiores de 65 anos) são quem mais tende a partilhar notícias falsas (‘fake news’) nas redes sociais. A tendência é independente da educação, da raça, do género e dos rendimentos auferidos pelas pessoas, bem como da respetiva filiação partidária.

O estudo de 2016 teve por base um conjunto de 3500 internautas norte-americanos e foi conduzido durante os meses que antecederam as eleições que levaram Donald Trump à presidência dos Estados Unidos da América. Segundo os dados contabilizados, 11% dos internautas idosos partilharam notícias falsas, contra 3% dos utilizadores com idades compreendidas entre os 18 e os 29 anos.

Os investigadores não avançam qualquer explicação para estes números, mas o estudo deverá ajudar as empresas tecnológicas a desenvolverem mecanismos mais eficazes para prevenir a disseminação de ‘fake news’: pelo menos agora há um perfil conhecido para detetar os cidadãos mais vulneráveis a este tipo de desinformação.

O mesmo grupo de investigadores quer levar este estudo mais longe e entender as razões que levam as pessoas a partilharem conteúdos falsos. Uma das hipóteses em cima da mesa prende-se com a possibilidade de os internautas darem credibilidade a notícias que lhes chegam de amigos próximos.

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