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Correio da Manhã

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Impresa vende publicações à sociedade Trust in News

Alienação foi concluída esta terça-feira. Trust in News é detida na totalidade pelo antigo jornalista Luís Delgado.
2 de Janeiro de 2018 às 17:02
Venda de publicações da Impresa foi oficializada
Venda de publicações da Impresa foi oficializada
Venda de publicações da Impresa foi oficializada
Venda de publicações da Impresa foi oficializada
Venda de publicações da Impresa foi oficializada
Venda de publicações da Impresa foi oficializada

Impresa, através da Impresa Publishing, anunciou esta terça-feira que concluiu a venda do segmento de revistas à empresa Trust in News, detida na sua totalidade pelo antigo jornalista Luís Delgado.

"A IMPRESA -- Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. informa que a sua subsidiária IMPRESA Publishing. S.A. celebrou, nesta data, um contrato de transmissão do negócio atinente às publicações Activa, Caras, Caras Decoração, Courrier Internacional, Exame, Exame Informática, Jornal de Letras, TeleNovelas, TV Mais, Visão, Visão História e Visão Junior, a favor da sociedade Trust in News, Unipessoal, Lda. [...], com efeitos a 1 de janeiro de 2018", lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

"Esta alienação foi realizada no seguimento do Plano Estratégico para triénio 2017-2019 e do reposicionamento da atividade da Impresa, com um enfoque primordialmente nas componentes do audiovisual e do digital", acrescenta a Impresa, que é acionista da Lusa, detendo 22,35% da agência de notícias.

Em 23 de agosto último, a Impresa admitiu a venda das revistas no âmbito do reposicionamento estratégico do grupo, sendo que em 06 de novembro anunciou que tinha recebido uma proposta do antigo jornalista Luís Delgado para a compra do portefólio, que seria negociado com caráter de exclusividade até final de 2017.

O Plano Estratégico da Impresa, divulgado em 02 de março do ano passado, apontava cinco metas para o triénio 2017-2019, entre elas "concentrar em negócios e marcas com potencial de crescimento, reduzindo ou repensando as atividades que não tenham um contributo estratégico para o grupo, e simultaneamente encontrar novas oportunidades de investimento, obtendo até ao final do triénio um EBITDA [lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização] de 1,5 milhões de euros em novos negócios".

Entre janeiro e setembro do ano passado, as receitas totais do segmento 'publishing' caíram 3,7%, em termos homólogos, para 34 milhões de euros (subiram 2,5% para 11,7 milhões de euros no terceiro trimestre).

Os prejuízos da Impresa nos primeiros nove meses de 2017 atingiram os 165 mil euros, uma melhoria face aos 585 mil euros negativos registados em igual período de 2016.

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