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Marco Galinha diz que apresentou "proposta que permitiria resolver no imediato" parte dos problemas do Global Media

Empresário admitiu que durante o tempo em que foi presidente da Comissão Executiva em nenhum momento se verificou uma situação de salários em atraso.

11 de janeiro de 2024 às 11:44

Marco Galinha, antigo presidente da Comissão Executiva do Global Media Group, esclareceu, esta quinta-feira, em comunicado, a situação do grupo após ter estado na comissão parlamentar, na terça-feira, e garantiu que apresentou "uma proposta que permitiria resolver no imediato algumas das situações mais urgentes", não tendo até ao momento obtido qualquer resposta.

Em comunicado, ao qual o CM teve acesso, Marco Galinha afirma que investiu 16 milhões de euros no Global Media Group convicto da excelência daquele projeto e da sua importância para o fortalecimento da comunicação social.

"O Global Media Group não tem um passivo de 50 milhões de euros e é falso que tenham surgido mais cinco milhões de euros de dívidas em faturas para além do que já tinha sido identificado durante a due diligence realizada pelo WOF", asseverou ainda o antigo presidente da Comissão Executiva do GMG.

Lembre-se que, na audição parlamentar decorrida na terça-feira, o presidente executivo (CEO) da Global Media (GMG), José Paulo Fafe, afirmou que a empresa tem um passivo acumulado de quase 50 milhões de euros, "tem dívidas a fornecedores que não estavam na 'due diligence' [investigação] de cinco milhões de euros, um grupo que vai fechar o ano" com prejuízos de "sete milhões de euros".

Agora, em comunicado, Marco Galinha, que também foi ouvido no mesmo dia pela comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, refere que o grupo não tem aquele montante de passivo e mantém que o World Opportunity Fund - WOF está em incumprimento.

Marco Galinha admitiu ainda que durante o tempo em que foi presidente da Comissão Executiva em nenhum momento se verificou uma situação de salários em atraso e que "quando o novo acionista começou por incumprir as suas responsabilidades", adiaram "as verbas necessárias para garantir o cumprimento dos primeiros dois meses da massa salarial de todo o grupo".

Recorde-se que o empresário, ouvido na Assembleia da República na terça-feira, contrariou a ideia de que a GM atravessa uma situação financeira “gravíssima”. “Não pode ser tão má assim, havia bastantes propostas de compra, só eu recebi quatro propostas”, revelou. Os trabalhadores da Global Media concentraram-se na quarta-feira em Lisboa e no Porto em protesto contra os salários em atraso e o despedimento coletivo que a empresa pretende levar a cabo caso o programa de rescisões não resulte. A paralisação contou com a participação de elementos do ‘Diário de Notícias’, ‘Jornal de Notícias’, TSF, ‘O Jogo’, ‘Dinheiro Vivo’ e da gráfica Naveprinter, assim como de outros órgãos de comunicação social, que se mostraram solidários.

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