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Notícias cativam 80% dos utilizadores da internet

Música, vídeo e jogos são as áreas que suplantam os media como chamariz.

17 de junho de 2019 às 08:32

Quatro em cada cinco portugueses que utilizam a internet têm por hábito ler notícias em formato digital, um valor que fica acima da média da União Europeia (72%) e que é o 13º mais elevado entre os 28 Estados-Membros. Este é um dos indicadores do Índice de Digitalidade da Economia e da Sociedade (IDES).

A consulta de notícias é o segundo motivo que leva mais cidadãos a usarem a internet. A taxa de 80% apenas é superada pelos 83% da música, vídeo e jogos e fica acima das redes sociais (79%). Inclusive, a maioria dos setores analisados no relatório da Comissão Europeia têm uma adesão muito inferior. É o caso dos bancos (52%) e dos sites de compras (49%), cujas percentagens ficam aquém da média da UE: 64% e 69%, respetivamente.

Outro indicador relevante deste estudo é a baixa percentagem de utilizadores da internet. Portugal é apenas o 25º país da UE neste aspeto, com 71% da população a navegar online de forma recorrente. Pior só mesmo a proporção de pessoas que nunca usaram a internet (23%), o terceiro pior resultado no espaço comunitário.

Além disso, metade da população carecia de competências digitais básicas e cerca de 30% não tinha quaisquer capacidades nesta área. Uma carência que não se fica a dever à falta de infraestruturas. A larga maioria (76%) dos agregados familiares tem cobertura de banda larga ultrarrápida (a média da UE é de 60%) e 50% aderiram a este serviço (20% na UE).

SAIBA MAIS

Bons serviços públicos

Em termos gerais, Portugal ocupa o 19º lugar no IDES. Os serviços públicos digitais são a melhor das cinco dimensões analisadas: 9ª posição entre os 28 países da União Europeia.

Banda larga móvel

Verificou-se uma melhoria substancial na adesão à banda larga móvel, mas as 70 assinaturas por cada 100 pessoas ficam abaixo das 96 de média no espaço comunitário.

Serviço mais caro

Os preços das comunicações móveis em banda larga para telemóveis diminuíram num ano de 29,8 para 25,7 euros, mas ainda estão acima do valor médio cobrado na UE: 22,3 euros.

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