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Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Oposição contesta novo presidente

A nomeação do novo presidente da BBC, Michael Lyons, pelo governo britânico, já foi criticada pelos conservadores. A oposição de Tony Blair questiona a escolha, lembrando que o professor universitário está ligado ao Partido Trabalhista.

10 de abril de 2007 às 00:00

O facto de Lyons ser tido como próximo de Gordon Brown, ministro da Economia, é outra das acusações ao governo de Blair. Por outro lado, as ditas ligações ao governante são vistas como um ponto a favor, uma vez que Lyons, que tomará posse dia 1 de Maio, terá de negociar o aumento da tarifa que os britânicos pagam por ter televisão em casa.

O novo presidente, ex-titular do Conselho da Cidade de Birmingham, em cuja universidade foi professor de Política Pública, tem pouca experiência na área da Comunicação Social. Entre os candidatos à função encontravam-se, por exemplo, o cineasta lord Puttnam e o veterano de televisão David Dimbledy.

Lyons vai estar à frente da BBC Trust, uma nova entidade, criada no sentido de melhorar a direcção da estação pública. O novo responsável, designado formalmente pela rainha Isabel II, prometeu não perder de vista “as expectativas do público sobre independência editorial e qualidade dos programas de televisão, rádio e internet”.

O governo britânico, recorde-se, recorreu à publicação de anúncios em jornais para encontrar candidatos para o cargo. Os interessados tiveram cerca de um mês para enviar os seus currículos.

EX-PRESIDENTE NA ITV

Michael Grade, o antecessor de Lyons na função, abandonou a BBC no início do ano para ingressar no canal privado ITV, desempenhando funções de presidente executivo. Grade, que assumira a presidência da BBC em Maio de 2004, disse que a transferência para a ITV foi uma decisão difícil de tomar, mas, vincou, não podia perder a nova oportunidade. Grade é tido como um dos poucos britânicos que pode ajudar a ITV a atrair anunciantes.

Michael Lyons receberá, anualmente, 208 000 euros de salário, o que corresponde a 1083 euros por dia, considerando que só trabalhará quatro vezes por semana. Mesmo tendo consciência de que não pode acompanhar as ofertas de empresas privadas, o grupo de Comunicação público britânico pagará ao novo presidente o dobro do que dava ao anterior, Michael Grade, que, agora, à frente dos destinos da ITV, aufere um vencimento de 1 258 000 euros por ano.

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