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Pacheco Pereira ataca canal público

A passagem pela RTP de um filme intitulado ‘Loose Change’ sobre o 11 de Setembro é inaceitável no quadro deontológico de qualquer estação de informação”, escreve Pacheco Pereira na sua crónica publicada ontem na revista ‘Sábado’. No entanto, segundo Paquete de Oliveira, provedor do Telespectador da RTP, os consumidores do canal público não partilham desta opinião. Os pedidos de reposição são tantos que já está agendada uma nova transmissão do bloco de documentários sobre os atentados terroristas, em data a designar oportunamente.

15 de setembro de 2006 às 00:00

O cronista acusa o canal de “radicalismo antiamericano” e classifica o filme como “um produto menor, de muito má qualidade, que circula na internet como um dos muitos exemplos das teorias conspirativas que consideram que o que aconteceu nos desvios de aviões e no derrube das torres de Nova Iorque foi uma operação cuidadosamente montada pelo Governo americano”.

Paquete de Oliveira, provedor do Telespectador da RTP, revelou ao CM que dos 12 ‘e-mails’ recebidos sobre ‘11 de Setembro – Conspiração Interna’ (‘Loose Change’), realizado por Dylan Avery, apenas um o considerava “perturbador”, mas sugerindo que “se façam mais debates sobre o documentário”. Os restantes protestavam pela alteração de horário da sua exibição. “A maioria tece grandes elogios aos documentários transmitidos na 2: e na RTP 1 sobre o 11 de Setembro, não só o ‘Loose Change’, mas também aos restantes”, acrescenta.

Os inúmeros pedidos de repetição que chegaram à RTP levaram a estação a decidir repô-los: “Já tenho inclusivamente a informação de que quer a Um [RTP 1] quer a Dois vão voltar a por no ar os documentários” diz o provedor da RTP.

Azeredo Lopes, presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), não se pronuncia sobre o assunto, uma vez que àquela entidade não chegou, até agora, nenhuma queixa sobre o teor do trabalho de Avery.

MOGGI NA TV CRIA CRISE POLÍTICA

Domingo passado, no programa ‘Quelli che il calcio’... da Rai 2, esteve Luciano Moggi, o ex-director-geral da Juventus. Falou longamente sobre o caso ‘Calciocaos’, quase sem contraditório, o que já foi condenado pela União dos Jornalistas Desportivas. Mas o problema é que em directo de sua casa estava também o ministro da Justiça, Clemente Mastella, que deu a sua opinião sobre o caso da Juventus. “Como desportista, acho mal que a Juve tenha sido condenada a uma pena de morte desportiva”.

A sua colega Giovanna Melandri, ministra do Desporto, logo fez saber que tinha sido dado “espaço excessivo” a Moggi e que não tinha gostado de o ministro da Justiça falar sobre processos de Justiça. “Hoje, amanhã e sempre direi o que acho. Era justiça desportiva, não havia juízes pelo meio. A ministra Melandri deve tomar nota disso”, replicou Mastella.

EMBAIXADA DOS EUA NÃO COMENTA

A Embaixada dos Estados Unidos da América em Lisboa não faz comentários à exibição do documentário ‘Loose Change’, por ocasião do quinto aniversário dos atentados terroristas que abalaram os EUA e o Mundo.

“Sabemos do fascínio que as teorias de conspiração habitualmente exercem sobre os media e o público em geral. Contudo, não podemos deixar de recusar as teses conspirativas que têm sido veiculadas, por considerarmos a perda de milhares de vidas nos ataques de 11-9 um assunto demasiado sério para alimentar a presente discussão”, referiu um comunicado do conselheiro de Imprensa da Embaixada dos EUA em Portugal.

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