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Correio da Manhã

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Pedro Norton já assumiu liderança da Impresa

Pedro Norton assume nesta segunda-feira a liderança executiva da Impresa determinado em não mudar a forma do grupo de comunicação "olhar para este sector como um fim em si mesmo e não como um instrumento para outros fins".
1 de Outubro de 2012 às 12:41
Norton sucede a Pinto Balsemão na presidência executiva da empresa de media
Norton sucede a Pinto Balsemão na presidência executiva da empresa de media FOTO: Sérgio Lemos/Arquivo CM

"Não mudam os valores, não muda a obsessão com a independência, não muda a forma de olhar para este sector como um fim em si mesmo e não como um instrumento para outros fins. Não mudam os grandes objectivos estratégicos que são e continuarão a ser partilhados pela administração", afirmou à Lusa o sucessor de Francisco Pinto Balsemão, que deixa as funções de presidente executivo para assumir a presidência não executiva do grupo.

Em resposta por correio electrónico a um conjunto de questões colocadas pela Lusa, Pedro Norton encara a "conjuntura muito difícil" que enfrenta o sector com um misto de optimismo e preocupação, esta suscitada fundamentalmente pela "indefinição" do que irá acontecer com a RTP.

"A Impresa soube, nos últimos anos, antecipar os momentos adversos e, numa conjuntura muito difícil, melhorar progressivamente a sua situação financeira. Não tenho dúvidas de que temos ainda pela frente tempos muito difíceis. Mas estamos seguros da nossa capacidade de os enfrentar", disse.

"Dito isto, a juntar à crise profunda que vivemos, a actual indefinição no sector, nomeadamente relativamente à RTP, é prejudicial para todos. O sector dispensa a criação de problemas adicionais", afirmou o novo presidente executivo da Impresa.

Instado a comentar a forma como olha para a questão da privatização/concessão da RTP, e a esclarecer as linhas gerais com que o grupo que lidera desenharia um serviço público de televisão, Pedro Norton optou por ater-se à questão da RTP.

"Não me compete definir uma solução para a RTP, que é política. O que defendo, porque conheço bem o sector, é que um aumento do número de minutos de publicidade num mercado deprimido e num momento tão dramático como aquele que já vivemos terá efeitos devastadores", sustentou.

O gestor optou ainda por não se pronunciar, "para já", sobre o cenário de uma eventual fusão entre a Sonaecom e a Zon, e consequentes repercussões no sector da produção de conteúdos media, assim como também não quis elaborar sobre perspectivas de consolidação no lado dos grupos de comunicação social.

"Essa é uma questão que diz, naturalmente, respeito aos accionistas, nomeadamente ao accionista maioritário, a Impreger", justificou o gestor.

De resto, e no que diz respeito à televisão, a aposta da SIC no domínio dos canais temáticos manter-se-á. "A SIC inovou, foi pioneira, e é hoje o operador líder dos canais temáticos. Isso constitui uma vantagem competitiva muito importante. Hoje toda a gente reconhece que a nossa estratégia foi acertada. Continuaremos por isso, no futuro, a ser líderes na inovação como se prova com o lançamento, com o Meo, da SIC notícias interactiva", afirmou.

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