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Correio da Manhã

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PRISCILA FANTIN - ROMANCE PROIBIDO

Ainda há pouco tempo tinha sérias dúvidas acerca do seu futuro. Agora, deixou-se contagiar pela magia de uma personagem que vive uma paixão clandestina. O desempenho de um papel principal aos 19 anos de idade ajudou-a muito a tomar a decisão.
4 de Julho de 2002 às 19:11
“Maria” morre de amores por um Adónis
“Maria” morre de amores por um Adónis
Foi em “NEW WAVE”, na pele de “Tati”, que Priscila Fantin conquistou o público. A actriz, que na altura tinha apenas 16 anos, tornou-se num ídolo para os fãs da telenovela e pôs em alvoroço o coração de muitos rapazes. Três anos depois, e pela primeira vez na sua carreira, é a protagonista de um folhetim televisivo. A ascensão ao primeiro plano ocorreu em “Esperança” (também conhecida como “Terra Nostra 2”), a telenovela da Globo que no Brasil, sucedeu a “O Clone”.

Se a actriz ainda tinha dúvidas quanto ao seu futuro na representação, “Maria”, a personagem que interpreta em “Esperança”, acabou com elas. A bela italiana que vive um romance proibido com “Toni” (Reynaldo Gianecchini) deixou--a fascinada com a sua pureza e sede de liberdade.

“Mesmo sendo filha de um fascista (António Fagundes), ela consegue manter os seus ideais inalterados. Ela só quer aproveitar a vida e amar. Acho que isso é muito bonito”, revela.

O convite para liderar o elenco de “Esperança” partiu de Léo Gama, um dos produtores da telenovela. Os dois conheciam-se de “As Filhas da Mãe”, em que Priscila Fantin vestiu a pele da rebelde “Joana”. A actriz nem precisou de fazer uma audição. Bastou um pequeno teste com Reynaldo Gianecchini para ver se os dois conseguiam convencer como casal. O resultado não podia ser mais positivo. “O ‘Giane’ é muito profissional e temos uma trajectória parecida. Vou gostar muito de trabalhar com ele”, afirmou Priscila.

Parece incrível que, há bem pouco tempo, Priscila Fantin estivesse indecisa quanto ao futuro da sua carreira. Afinal, tudo se devia à forma repentina como “caiu” na profissão, o que aconteceu em “Malhação”.

“Foi muito assustador. Tinha acabado de me mudar de Minas Gerais para o Rio de Janeiro, onde não conhecia ninguém. Eu frequentava o liceu na altura e foi tudo muito estranho, porque estava acostumada a ir para as aulas de autocarro e a passear na rua como qualquer adolescente. Mas agora tenho consciência de que esse é o preço a pagar para singrar nesta profissão tão linda quanto mágica”, diz Priscila.

A nova telenovela constitui um desenvolvimento temporal da narrativa de “Terra Nostra” (SIC, 1999), saga de um núcleo de emigrantes italianos no Brasil, vivida principalmente no século XIX. Para o desempenho do seu papel nesta continuação, poderá constituir um trunfo para Priscila Fantin o curso de língua italiana que frequentou quando tinha 15 anos.

Regresso às origens

Para preparar o seu desempenho de “Maria”, Priscila Fantin regressou às suas origens e passou um mês em Itália, mais precisamente a Civita de Bagnoregio, onde viviam os bisavós.

“Respirar aquele ar fez-me recuar no tempo. Recordar o quotidiano dos italianos e a forma como conservam as duas tradições também ajudou muito”, explica a actriz, que tirou um curso de italiano aos 15 anos.
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