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Teve de interromper a aprendizagem da dança do ventre para se dedicar ao primeiro papel fixo que lhe foi destinado numa telenovela. Fascinada pelo teatro, sonha ir estudar no palco de todos os palcos.
É uma dançarina nata. Sílvia Balancho, a simpática cozinheira “Judite” de “O Último Beijo”, começou com quatro anos a aprender dança clássica e, hoje, aos 25, já tem experiência das danças contemporânea, latino-americanas e orientais. Além desta paixão, sempre teve outra, a do teatro, que começou a fazer ainda em pequena na escola e, mais tarde, num grupo universitário. A procissão ainda vai no adro. “Assim que tiver tempo, quero aprender tango com professores argentinos”, afirma.
Sílvia aprendeu dança do ventre na Fundação Guilherme Cossoul, em Lisboa, e não deu por perdida a experiência. Quando começou as gravações da telenovela, teve de parar com as aulas, mas, como diz, foi apenas uma pausa. “Não quero parar de dançar nunca!”, diz, convicta.
A evolução da sua personagem na telenovela dos fins-de-semana da TVI é uma incógnita. Previsivelmente, “Judite” irá manter-se agarrada aos tachos na cozinha da família “Montez”, sempre próxima da “Maria” (Joana Seixas), por quem sente uma amizade verdadeira. Quanto ao seu “fraquinho” por “Inácio” (Adriano Carvalho), a intérprete apenas adianta: “Eles são amigos e até pode ali haver romance, mas, a acontecer algo, não será tão cedo.”
Antes desta participação, a primeira fixa no elenco de uma telenovela, Sílvia Balancho teve um pequeno papel em “Anjo Selvagem” (TVI), a personagem “Rosário” em jovem, interpretada na actualidade pela actriz Isabel Leitão.
O curso de Comunicação Social, na Universidade Católica, deu a Sílvia “bases muito importantes como actriz” em várias áreas, nomeadamente na interpretação dos textos. A intérprete de “Judite” gosta de estudar os textos sentada no jardim e, nos tempos livres, não abdica de passear ao ar livre, de pôr a leitura em dia e, claro... de dançar.
Preparada para Londres
Sílvia Balancho alimenta um grande sonho: estudar em Londres, onde já andou a ver escolas de interpretação, para escolher. “Um actor tem de ser versátil e estar preparado para tudo. Londres tem as melhores escolas de palco, que me podem dar uma formação muito completa”, afirma.
Depois de ter feito teatro infantil e, em 2000, participado na peça “Lágrimas Amargas de Petra von Kant”, de Fassbinder, no Clube Estefânia, em Lisboa, a actriz esteve em cena até ao início de Junho, em “Peer Gynt”, no Teatro Aberto (Lisboa), onde representava oito personagens diferentes. “Tinha de cantar, dançar e representar. Foi uma experiência que me ensinou muito. A maior exigência foi ao nível do canto, porque a dançar estava bastante à vontade”, recorda. Afirma-se muito satisfeita por ter participado nesse clássico de Henrik Ibsen e concretizado o sonho de trabalhar com o encenador João Lourenço.
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