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Tribunal do Porto iliba Paulo Morais

Em causa está uma entrevista à CMTV sobre o terreno da Arca d’Água.

30 de março de 2024 às 10:39

O Tribunal Judicial da Comarca do Porto decidiu-se pela não pronúncia de Paulo Morais, colaborador do CM e da CMTV, no processo que lhe foi movido por Nuno Cardoso, antigo presidente da Câmara Municipal do Porto, no qual é acusado pelo ex-autarca dos crimes de difamação, injúria e calúnia.

Em causa está uma entrevista concedida por Paulo Morais à jornalista Tânia Laranjo, na rubrica ‘País a Saque’, da CMTV (emitida em outubro e novembro de 2021 e depois repetida), sobre a doação do terreno da Arca d’Água ao Salgueiros - então na presidência de Nuno Cardoso -, terreno esse que, no entanto, viria a ser comprado mais tarde por uma empresa à qual estava ligado o próprio Nuno Cardoso, que entretanto saíra da presidência da edilidade. Por considerar que foi acusado de corrupção durante a entrevista, Nuno Cardoso acabou por processar Paulo Morais.

Agora, o Tribunal Judicial da Comarca do Porto, no despacho de não pronúncia, a que o CM teve acesso, considerou, contudo, que o comentador da CMTV não teve como objetivo atacar ou ofender o antigo autarca, de forma pessoal ou profissional, tendo apenas usado o direito à liberdade de expressão na denúncia de situações de interesse público.

O despacho refere ainda que os assuntos tratados na entrevista à CMTV foram, à data em que ocorreram – entre 1997 e 2006 –, amplamente discutidos e debatidos no espaço público e jornalístico e que as declarações que Paulo Morais prestou no programa televisivo e as expressões que proferiu dizem respeito a factos do conhecimento público.

O Tribunal do Porto determinou ainda o arquivamento dos autos.

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