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Correio da Manhã

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UE lança taxa de 3% sobre gigantes online

Google, Apple, Facebook e Amazon, entre outras, poderão ter de pagar milhões em impostos na Europa.
Duarte Faria 22 de Março de 2018 às 01:30
Pierre Moscovici, comissário europeu dos Assuntos Económicos
Facebook
Google
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Pierre Moscovici, comissário europeu dos Assuntos Económicos
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Pierre Moscovici, comissário europeu dos Assuntos Económicos
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A Comissão Europeia propôs, esta quarta-feira, oficialmente a criação de uma taxa de 3% sobre as receitas das gigantes tecnológicas. Este imposto irá atingir empresas com vendas superiores a 750 milhões de euros, desde que pelo menos 50 milhões sejam gerados com o negócio na União Europeia.

De acordo com as contas de Bruxelas, se a taxa entrar em vigor (tem de ser aprovada por todos os estados-membros e pelo Parlamento Europeu) poderá gerar uma receita de cinco mil milhões de euros anuais. A Comissão quer ainda fazer alterações à base de incidência do imposto sobre estas empresas.

O objetivo é evitar que aquelas que não têm sede jurídica e fiscal na Europa escapem ao pagamento das suas obrigações fiscais nos estados-membros. Desta forma, empresas como a Google, Apple, Facebook, Amazon, Uber e Airbnb, entre outras, passarão a pagar impostos nos países onde obtêm os proveitos do seu negócio.

Estas medidas deverão ter o apoio das maiores economias da União Europeia: Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Espanha. Portugal deverá também votar favoravelmente a aplicação de uma taxa digital.

Questionado pelos jornalistas, Pierre Moscovici, comissário dos Assuntos Económicos, garantiu ontem que o anúncio destas medidas não é uma resposta da União Europeia à "guerra comercial" desencadeada por Trump.

Facebook admite erros e vai avisar pessoas afetadas 
O anúncio da taxa europeia é feito numa altura em que o Facebook está debaixo de fogo por causa da cedência de informação de 50 milhões de utilizadores à Cambridge Analytica, ligada à campanha de Trump. Apesar de nunca ter tido tantos utilizadores como hoje (2,2 mil milhões), a rede social enfrenta a maior crise da história e é acusada de ameaçar a democracia.

O criador, Mark Zuckerberg (vendeu mais de 700 milhões de euros em ações antes da queda em bolsa nos últimos dias), admitiu que o Facebook "cometeu erros" e vai avisar os utilizadores afetados.
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