Visita de Carlos III aos EUA começa segunda-feira envolta em polémica
Caso Epstein é um dos temas sensíveis da relação entre os dois países.
O rei Carlos III inicia nesta segunda-feira, 27 de abril, uma visita oficial aos Estados Unidos que já está a ser marcada por tensões políticas e várias polémicas.
A deslocação do monarca britânico — que se prolongará por vários dias — assinala o 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos mas surge numa altura em que as relações entre o Reino Unido e os EUA atravessam um período sensível, com divergências em temas internacionais e declarações públicas a intensificar o clima de desconforto.
O programa do Rei e da Rainha Camilla começa por um encontro informal com o Presidente norte-americano, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump, para um chá privado. Os dois chefes de Estado deverão ter um novo encontro bilateral na Casa Branca na terça-feira, onde terá lugar uma revista militar formal e um banquete à noite.
A visita ainda vai incluir uma deslocação a Nova Iorque, onde Carlos III e a rainha Camilla deverão visitar prestar homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro, e ao estado de Virginia.
A viagem tem sido envolta em controvérsia devido às críticas públicas do Presidente norte-americano ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Desde o final de fevereiro, após reservas expressas por Londres relativamente à intervenção militar dos EUA e Israel contra o Irão, o Presidente norte-americano tem intensificado ataques verbais, chegando a desvalorizar o contributo britânico em missões internacionais e a ironizar sobre a liderança de Starmer.
Estas declarações levaram várias figuras políticas britânicas a defender o adiamento da visita, posição partilhada por 48% dos britânicos, segundo uma sondagem YouGov divulgada no início de abril.
Paralelamente, a visita está também a ser ensombrada pelo impacto contínuo do caso envolvendo Jeffrey Epstein, que tem afetado a perceção pública da família real britânica. O tema mantém-se na atualidade devido à divulgação de novos documentos e investigações, que continuam a gerar repercussões internacionais.
Recorde-se que a ligação o ex-príncipe André, irmão de Carlos III, ao caso Epstein, tem sido um dos episódios mais delicados para a Casa Real nos últimos anos.
A visita de Carlos III é vista como uma tentativa de reforçar laços diplomáticos e estabilizar a relação entre Londres e Washington, apesar dos desafios políticos e reputacionais que marcam a atualidade.
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