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"Era insuportável para ele": Isaltino Morais fala do sofrimento do filho mais novo durante a prisão

Autarca de Oeiras revelou o que a família enfrentou durante os 14 meses em que esteve preso.

09 de maio de 2026 às 18:37

O presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, de 76 anos, foi o convidado do programa 'Alta Definição', da SIC, emitido este sábado, 9 de maio.

Numa conversa intimista, o autarca recordou os 14 meses em que esteve preso, entre 2013 e 2014, na Prisão da Carregueira, após ter sido condenado por fraude fiscal e branqueamento de capitais. Mais do que o sofrimento pessoal, Isaltino Morais confessou que o mais difícil foi ver o impacto da situação no filho mais novo, Afonso, que tinha apenas 12 anos na altura.

"Eu tinha um filho com 12 anos. O meu maior sofrimento não era eu. O que é que um pai na prisão pode dizer a um filho de 12 anos?", começou por revelar.

O político explicou que o filho o visitava todos os sábados na prisão, mas que cada entrada naquele espaço era particularmente dolorosa para a criança. "Ele ia visitar-me todos os sábados, mas também sei que para ele era insuportável. Cada vez que ele entrava na prisão, ele dizia à mãe que não suportava aquilo. Era uma criança com 12 anos, resistiu, aguentou e foi", contou, emocionado.

Apesar da dureza do momento, Isaltino Morais recordou também a força da ligação entre ambos durante esse período. "Estimulávamo-nos um ao outro. Eu falava com ele ao telefone, todos os dias às seis da tarde. Ele dizia-me: 'Papá, tenho 17 [valores], 18 ou 19’ e eu fazia uma festa. Por dentro estava completamente…, mas exterioriza uma alegria infindável. Ele alimentava-me com as conquistas dele e eu esfuziava de alegria, transmitindo-lhe a minha satisfação e que aquilo me fazia um bem tremendo", declarou.

O autarca destacou a resistência demonstrada pelo filho mais novo durante esse período complicado. "Com os meus filhos e, particularmente, com o mais novo, não tenho dúvidas que ele foi forjado numa certa resistência que o marcou para toda a vida", contou, acrescentando: "Ele estava no colégio, havia colegas que compreendiam e que, de alguma forma, o acarinhavam, mas também havia outros que olhariam para ele de lado. Ele nunca falou comigo sobre isso…".

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