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O calvário do novo Selecionador Nacional: como as perdas dos pais marcaram para sempre Jorge Jesus

SIC recuperou uma entrevista de 2017 ao novo Selecionador Nacional.

13 de julho de 2026 às 08:30

A propósito da apresentação de Jorge Jesus como novo Selecionador Nacional, a SIC recuperou, este sábado, 11 de julho, a entrevista que o treinador concedeu ao programa 'Alta Definição', em 2017. Na conversa com Daniel Oliveira, o técnico emocionou-se ao recordar a morte da mãe, Elisa, vítima de um cancro nos intestinos, e confessou que demorou quase uma década a conseguir ultrapassar o luto.

"Andei oito ou nove anos de luto", revelou Jorge Jesus, explicando que vestir-se de preto era a forma que encontrava para manter a mãe presente na sua vida. "Queria senti-la. Achava que era uma forma de a sentir. Foi assim, foi por isso."

O treinador recordou ainda o sofrimento da progenitora durante a doença: "A minha mãe era uma santa. Ensinou-nos o que era ter amor. Teve cancro nos intestinos, sofreu muito. A minha mãe estava em casa e para lhe tirar as dores tinha de ser com morfina. Foi difícil. Foi complicado."

Na altura, Jorge Jesus treinava o Felgueiras e contou que fazia tudo para garantir que a mãe recebia os cuidados de que necessitava. Chegou mesmo a contratar uma enfermeira para a acompanhar em casa e fazia viagens durante a noite sempre que era necessário levar morfina.

Apesar de a mãe ter falecido em 1994, o selecionador nacional garante que nunca deixou de sentir a sua presença. "Penso nela todos os dias. Faleceu em 94 e continua dentro de mim. Não está fisicamente, mas está sentimentalmente."

Na mesma entrevista, Jorge Jesus falou também sobre o pai, Virgolino de Jesus, que sofria de Alzheimer e que morreu em 2017. O treinador recordou que visitava o pai diariamente depois dos treinos e lamentou que, nos últimos anos de vida, este já não tivesse consciência de que o filho treinava o Sporting. "O meu pai para mim era um herói. Foi jogador do Sporting, aprendi com ele muitas coisas. Trabalhou 45 anos numa empresa e nunca faltava, tudo isso ensinou-me a ser mais organizado, mais lutador e mais responsável", concluiu.

Já mais recentemente, em 2025, Jorge Jesus assumiu que ainda lhe custa falar dos pais: "Quando falo dos meus pais fico sempre um bocadinho emocionado. Eles já não estão cá fisicamente, mas estão no meu coração", afirmou no programa 'Primeira Pessoa', da RTP1.

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