Autora de 'A Criada' revela a sua verdadeira identidade após mais de duas décadas em segredo
Freida McFadden decidiu, finalmente, pôr fim ao anonimato.
Um dos maiores mistérios do mundo literário foi finalmente desvendado: Freida McFadden revelou a sua verdadeira identidade após 23 anos a escrever sob pseudónimo.
A revelação foi feita numa entrevista ao 'USA Today', onde a autora explicou que chegou a um ponto da carreira em que já não fazia sentido continuar a esconder-se. "Estou cansada de que isto seja um segredo. Estou cansada de que as pessoas discutam se sou uma pessoa real ou se sou três homens", afirmou, acrescentando: "Sou uma pessoa real e tenho uma identidade real e não tenho nada a esconder."
A escritora, conhecida por milhões de leitores em todo o mundo, chama-se afinal Sara Cohen.
Autora de 'best-sellers' como 'A Criada', construiu uma carreira de enorme sucesso mantendo sempre uma aura de mistério. Durante anos, apareceu em público com peruca e óculos, embora tenha esclarecido que usa óculos na vida real, como forma de proteger a sua privacidade.
Além da escrita, Sara Cohen, de 45 anos, é médica especializada em problemas cerebrais, profissão que conciliou durante anos com a carreira literária. A decisão de usar um pseudónimo surgiu precisamente para evitar conflitos no ambiente hospitalar e garantir que os pacientes não se sentissem desconfortáveis.
Apesar dos esforços para manter o anonimato, a sua identidade acabou por ser descoberta por colegas, que, segundo a própria, respeitaram o segredo. Ainda assim, a crescente fama tornou cada vez mais difícil gerir a dupla vida. Apesar de agora assumir publicamente o seu nome verdadeiro, Sara Cohen garante que vai continuar a escrever como Freida McFadden.
O êxito de 'A Criada' catapultou as vendas da autora, consolidando-a como uma das mais populares da atualidade, com milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. A obra foi recentemente adaptada ao cinema, com Sydney Sweeney e Amanda Seyfried nos papéis principais, estando já uma sequela em desenvolvimento.
O fenómeno estendeu-se também a Portugal, onde, desde 2024, Freida McFadden se mantém como a autora de ficção mais vendida.
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