Conheça as mensagens políticas 'escondidas' no espetáculo de Bad Bunny no Super Bowl

Artista porto-riquenho levou a cultura latina ao palco, sem receio de provocar o mundo.

09 de fevereiro de 2026 às 18:48
Bad Bunny no Super Bowl Foto: AP
Bad Bunny no Super Bowl Foto: AP
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Bad Bunny aproveitou o maior palco da televisão americana para passar uma mensagem que vai muito além da música. No espetáculo do intervalo do Super Bowl LX, o artista porto-riquenho inseriu uma série de mensagens claras — e outras nem tanto — sobre a história, a identidade e os problemas sociais de Porto Rico, transformando a sua atuação num verdadeiro manifesto cultural.

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A apresentação começou com um forte símbolo da identidade latina: o Levi’s Stadium foi transformado num cenário agrícola, onde Bad Bunny interpretou 'Titi Me Pregunto' num falso campo de cana-de-açúcar. A escolha não foi inocente. A cultura do açúcar está profundamente ligada à história da escravatura nas Caraíbas e no sul dos Estados Unidos, um ponto sublinhado por vários historiadores nas redes sociais. 

O espetáculo incluiu ainda imagens de redes elétricas a explodir, uma referência direta às frequentes e prolongadas falhas de energia em Porto Rico. O tema não é novo na obra do cantor: em 2022, lançou o minidocumentário 'El Apagón', centrado precisamente nos problemas crónicos do sistema elétrico da ilha, que se agravam após furacões como o Maria, em 2017, ou o Fiona, em 2022, que deixaram o território às escuras durante semanas ou meses.

Bad Bunny, que canta maioritariamente em espanhol e é atualmente o artista mais ouvido do mundo no Spotify, fez questão de sublinhar as suas raízes. Durante a atuação, acenou com a bandeira porto-riquenha. A bandeira já tinha sido evocada na sua música 'La Mudanza', que faz referência à antiga lei da mordaça de Porto Rico, em vigor entre 1948 e 1957, período em que era ilegal possuir ou exibir a bandeira da ilha.

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Em vários momentos, o cantor reforçou a identidade cultural e política: apresentou-se ao público com o seu nome completo, Benito Antonio Martínez Ocasio, falou inteiramente em espanhol e exibiu no ecrã a frase "A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor". Depois, declarou, em inglês, "Deus abençoe a América!" e começou a gritar os nomes de países da América do Norte, Central e do Sul, enquanto artistas entravam em campo com as respetivas bandeiras. No final, fechou a lista: "E a minha pátria, Porto Rico".

Apesar de já ter criticado publicamente a Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE) — nomeadamente na cerimónia dos Grammy, a 1 de fevereiro, quando disse "ICE fora" ao receber um prémio — Bad Bunny evitou mencionar a agência durante o espetáculo.

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No entanto, a apresentação não foi bem recebida por Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos da América atacou duramente o espetáculo, classificando-o como "absolutamente terrível" e "uma das piores atuações de sempre", acusando-o de não representar "os padrões de sucesso, criatividade ou excelência" da América. 

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Bad Bunny no Super Bowl
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