Defesa de Diddy tenta libertação e alega que festas não passavam de "pornografia amadora"
Rapper norte-americano voltou a tribunal numa nova tentativa de sair da prisão.
A defesa de Sean 'Diddy' Combs voltou a tribunal para tentar anular a condenação do artista, defendendo que as polémicas festas organizadas pelo rapper não configuram crimes de prostituição, mas "pornografia amadora" protegida pela Constituição dos Estados Unidos. O pedido foi apresentado num tribunal federal de apelações, onde os advogados solicitam a libertação imediata do músico.
Conhecidas como 'freak-offs', estas festas envolviam, segundo a acusação, consumo de drogas e encontros sexuais prolongados. A defesa sustenta, contudo, que os momentos eram encenados, com recurso a elementos como fantasias e iluminação, sendo filmados apenas para consumo privado. Nesse sentido, argumenta que se trataria de conteúdo sexual consentido, abrangido pela liberdade de expressão prevista na Primeira Emenda.
O rapper foi condenado no ano passado por duas acusações de transporte para fins de prostituição. Apesar de ter sido absolvido de crimes mais graves, como tráfico sexual e conspiração, os procuradores defendem que houve coação das mulheres envolvidas.
A cumprir uma pena de quatro anos e dois meses de prisão, com libertação prevista para abril de 2028, 'Diddy' encontra-se na prisão de Fort Dix, em Nova Jérsia.
A defesa alega ainda que o juiz terá tido em conta comportamentos dos quais o artista foi absolvido, pedindo por isso uma revisão do caso ou uma nova determinação da pena. Já o Ministério Público considera os argumentos sem fundamento, sustentando que o músico organizava e financiava encontros com profissionais do sexo para benefício próprio. Os procuradores alertam ainda que aceitar esta tese poderá abrir precedentes perigosos.
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