Depoimento do médico de Jackson inconclusivo
Conrad Robert Murray foi interrogado pela polícia durante três horas, mas as respostas não apontam qualquer pista para as causas da morte do cantor
O depoimento feito esta madrugada pelo médico Conrad Robert Murray revelou-se inconclusivo em relação às possíveis causas da morte de Michael Jackson.
O médico particular do cantor, que estava ao seu serviço há três anos e testemunhou os seus últimos momentos de vida, apresentou-se voluntariamente à polícia de Los Angeles, tendo prestado declarações durante cerca de três horas.
Segundo uma fonte policial, o interrogatório esteve focado sobretudo no tipo de medicamentos que Michael tomava, mas as respostas de Murray, que ter-se-á mostrado bastante cooperante não evitando qualquer questão, não apontaram nenhuma pista para o que poderá ter despoletado o ataque cardíaco que vitimou o cantor.
Em comunicado, e contrariamente ao que chegou a ser veiculado pela Imprensa americana, os advogados do médico fizeram saber que Murray esteve sempre em Los Angeles desde a morte de Michael Jackson e que não é considerado suspeito pela investigação policial que entretanto foi desencadeada, mas sim testemunha. Uma informação que, aliás, a própria polícia havia já confirmado.
Conrad Robert Murray tem estado no centro das atenções quer dos familares quer da Imprensa, sob a suspeita de ter administrado por via intravenosa uma overdose de Demerol, um analgésico sintético semelhante à morfina, pouco antes da paragem cardio-respiratória que viria a ser fatal para Michael Jackson. De resto, essa começa a ser também uma questão envolta em mistério, já que não sabe ao certo afinal quem deu a última injecção.
Entretanto, Joe Jackson, de 79 anos, o patricarca da família Jackson, continua a defender a tese de que a morte do filho terá sido provocada, mesmo que acidentalmente, tanto mais que o cantor era uma pessoa forte e saudável. Conclusão a que chegaram também os legistas que procederam à primeira autópsia, referindo que o corpo de Michael apresentava apenas queimaduras no peito que resultaram dos instrumentos médicos utilizados nas tentativas de reanimação.
Já no que diz respeito ao rosto, e aí, foram os homens do Instituto de Medicina Legal de Los Angeles os primeiros a vê-lo sem a pesada camada de maquilhagem que usava, Jackson tinha várias cicatrizes, algumas delas de dimensões consideráveis, a que decerto não são alheias às várias cirurgias plásticas a que o cantor se submeteu ao longo da vida.
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