“Não me apetece nada morrer, quero ficar cá”

António Feio, de 54 anos, garante que não vai desistir de lutar contra o cancro no pâncreas que lhe foi diagnosticado em Março.

20 de setembro de 2009 às 09:24
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António Feio, de 54 anos, garante que não vai desistir de lutar contra o cancro no pâncreas que lhe foi diagnosticado em Março. O actor deu uma entrevista ao programa ‘Alta Definição’, da SIC, ontem, durante a qual frisou que fará de 'tudo para dar cabo do bicho' e que não está preparado para a morte. ''Não me apetece nada morrer. Tenho mais o que fazer', desabafou. 'Teria pena de morrer amanhã. Apetecia-me ficar mais um bocadinho grande.'

Na sexta-feira, António Feio recebeu uma boa notícia, após saber o resultado de uma biópsia: poderá ser submetido a uma cirurgia. 'Se não for operado, não tenho hipótese de sobreviver. Espero ser um exemplo de sucesso. Quero lutar até ao final', disse na televisão, com lágrimas nos olhos.

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O actor conta que há 'um mês e tal' passou pela pior fase, durante as sessões de quimioterapia. 'Estava muito mal. Agora estou bem fisicamente. Estou fresco como um bacalhau, pronto para correr os 100 metros', brincou. A grande lição que tem tirado da doença é aproveitar melhor o seu tempo. 'Tenho necessidade de não deixar nada para amanhã. Passei a ter muito respeito pelo tempo. Já não tenho paciência para perder tempo com coisas que não valem a pena.'

NAMORADA E ANÓNIMOS ANIMAM O ACTOR

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Há pouco mais de uma semana, António Feio viu a irmã mais velha, Maria Helena, morrer vítima de um cancro no fígado, após superar um tumor no pâncreas.

Alexandra Sousa, namorada do actor há cerca de seis meses, tem sido o seu grande apoio em todas as circunstâncias. E António retribui da melhor forma que pode. 'Tenho tido a hipótese de conviver mais intensamente com as pessoas de quem gosto, nomeadamente a minha companheira. Estou a tirar mais partido de tudo o que é bom', afirma o actor.

Na entrevista ao programa conduzido por Daniel Oliveira, o encenador falou ainda da onda de solidariedade que tem despertado entre os amigos e desconhecidos. 'Essa é uma boa coisa a retirar. Às vezes na rua, um desconhecido abraça-me e diz-me para ter força', contou.

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