Pai de Diogo Jota fala das horas dramáticas ao saber da morte dos filhos
"Tive logo um mau pressentimento", recorda Joaquim Silva sobre os instantes que mudaram a vida da família.
O pai de Diogo Jota e André Silva, os dois irmãos e jogadores que morreram num trágico acidente em julho do ano passado, desabafou sobre o pesadelo ao saber da morte dos filhos.
As declarações de Joaquim Silva estão no livro 'Nunca Mais é Muito Tempo', de José Manuel Delgado, que vai ser lançado a 9 de abril.
A última vez que Joaquim Silva falou com os dois filhos foi a 2 de julho de 2025, num jantar em Valongo, na casa da irmã de Rute Cardoso, a viúva de Diogo Jota. “Vimos o carro, estivemos a brincar com os miúdos… Depois, despedimo-nos deles, e seguiram viagem”, contou o pai dos jogadores no livro, citado pelo site 'Dioguinho'.
“No final da noite, fomos para casa, e, quando estava a deitar-me, depois de ficar um pouco na sala a ver televisão, recebi um telefonema da Rute a pedir, alterada: ‘Venham para aqui, por favor’. Voltámos para o carro, e tive logo um mau pressentimento. A viagem para lá foi horrível", recordou Joaquim Silva.
"E, no regresso a casa, já conhecedor da tragédia, ainda pior. A pior coisa de sempre. A pior coisa possível. Não sei, até hoje, como consegui aguentar", desabafou.
Diogo Jota, de 28 anos, e André Silva, de 25, faziam a viagem de carro de Portugal a Inglaterra por o internacional português estar impedido de apanhar avião devido a uma cirurgia recente no pulmão. Em Cernadilha, Espanha, durante uma ultrapassagem, um pneu rebentou, o carro despistou-se e o desastre culminou num incêndio que tirou a vida de Diogo Jota e do irmão mais novo.
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