Aos 21 anos, a sua vida deu uma volta de 180º. Jovem da Maia, um caso de êxito em ‘Ídolos’, está radiante com o que o programa lhe tem proporcionado
Aos 21 anos, a sua vida deu uma volta de 180º. A jovem da Maia, um dos casosde êxito de ‘Ídolos’, está radiante com tudo o que o programa lhe tem proporcionado. Apaixonada, prepara-se para morar com o namorado.
- Está há um mês a apresentar o ‘Curto Circuito’ [SIC Radical]. Qual é o balanço que faz?
- Está a ser brutal. É óptimo ir para o trabalho sempre cheia de vontade. Todos os dias é diferente e fixe.
- Já está à vontade com o directo?
- Adoro que seja em directo, porque as pessoas ligam para lá e há uma interacção completamente diferente.
- Como está a ser a interacção com os seus colegas no SIC Radical?
- Sempre me disseram que podia contar com eles em tudo o que precisasse. Se errar eles entram sempre na brincadeira para me encobrir. Daqui a uns meses, quando me enganar, acho que eles me vão dar na cabeça a sério, porque é assim que o programa funciona, é sempre a gozarmos uns com os outros ao máximo. É muito engraçado. Agora somos duas raparigas do Norte e dois rapazes de Lisboa, está equilibrado.
- Quer representar o Norte do País?
- É bom representarmos de onde viemos e o que é que somos. Aproveito todo o mediatismo que tenho agora para transmitir mensagens boas.
- Já lhe foi pedido que tentasse alterar o seu sotaque?
- O Pedro Boucherie [Mendes, director dos canais temáticos da SIC] disse-me "vê lá se agora mudas esse sotaque" mas é a brincar. Nunca ninguém me chateou verdadeiramente com isso. Convém ter um bocadinho de cuidado, porque é televisão. Somos aquilo que somos mas se pudermos melhorar melhoramos. Mas é engraçado, porque quando conheci o meu namorado estava nervosa e saíam-me expressões lisboetas.
- O ‘Curto Circuito’ está a corresponder às suas expectativas na TV?
- Não, por acaso não. Está a superar [risos].
- Pretende apostar na sua formação?
- Sim, estou no curso da ETIC de apresentadora de televisão. Sinto que precisava de ter formação a sério. A Clara de Sousa e o Herman José convidaram-me para fazer o curso e eu disse logo que sim. É importante. Devemos passar a vida toda a tentar aprender mais qualquer coisa.
- Está a morar sozinha?
- Estou a viver na casa de uma amiga. Daqui a dois meses já vou arrendar casa, depois vou começar a tirar a carta. Fazê-lo em Lisboa é o sonho de qualquer pessoa em Portugal, porque a partir do momento em que se consegue conduzir em Lisboa consegue conduzir-se em qualquer lado.
- Em menos de um ano, a sua vida deu uma volta de 180 graus...
- É muito bom mudar assim de vida mas é preciso ter um bocado de força. É claro que há alturas em que também me vou abaixo, fico triste, porque tenho os meus amigos em Vila Real e na Maia.
- Como lida com as saudades?
- Às vezes tomo chás para dormir, porque fico triste. Não tenho a minha mãe, a minha família e os meus amigos perto de mim. Mas também vou conhecendo pessoas de quem gosto.
- Namorar à distância é complicado?
- É complicado mas não tanto quanto parece. Estamos muitas vezes juntos. Namorado é para estar junto – mas a nossa relação é de muita confiança.
- Namora há quanto tempo?
- Não queremos dizer, porque as pessoas julgam muito. Se é muito dizem que é muito, se é pouco dizem que é um namoro de ‘chavalos’. E eu não quero ser julgada a esse ponto.
- Para si, é um relacionamento sério?
- Para mim, é, senão não estava com ele, não gosto de perder tempo, acho que é uma estupidez. Não sou miúda de andar a curtir.
- Há a possibilidade de o Luís vir morar para Lisboa para estar consigo?
- Provavelmente, ele vem para cá estudar e trabalhar. Nós temos um lema que é "Queremos queimar o Mundo", ou seja, queremos aproveitar tudo ao máximo. Então, acho que estarmos em Lisboa, Vila Real ou no Porto é a mesma coisa, desde que aproveitemos sempre tudo ao máximo. Isto agora é uma oportunidade para mim, e ele ficou supercontente. Se fosse outro namorado podia dizer que não queria que eu fosse. Obviamente que não seria meu namorado se fosse assim. Nós respeitamo-nos muito.
- Ele é ciumento?
- Não, claro que não. Isso é uma estupidez. As pessoas não são donas de ninguém. Eu não gosto sequer de dizer ‘meu namorado’. Ele é uma pessoa de quem gosto muito e é uma pessoa independente acima de tudo. Eu tenho ciúmes e ele também. Mas não é nada obsessivo.
- Já disse diversas vezes que tem uma relação muito próxima com a sua mãe. Ela dá-lhe mesmo muitos conselhos?
- Sim, diz-me que não apanhe frio, por exemplo. Mas ela também me dá muito espaço. Ficou muito feliz com isto.
- Tem falado com o seu pai?
- Não quero, efectivamente, falar sobre isso. Não vale a pena.
- Com a apresentação de ‘Curto Circuito’, teve de deixar o seu curso de Comunicação Social?
- Vou mudar o estatuto para trabalhador-estudante e vou aos exames. Os meus amigos vão-me passar a matéria, só que também não quero acabar o curso sem não ir às aulas. É um curso muito interessante, que puxa muito à cultura geral, e isso é fundamental para qualquer pessoa.
- Jornalismo, música e televisão. Quer conciliar as três áreas?
- Tenho muitas mais áreas de que gosto, e até tenho medo de ter uma ‘overdose’ de projectos e sonhos. Não consigo escolher. A música e a apresentação do programa estão ligadas à comunicação mas também há montes de outras coisas que gostava de fazer.
- E o jornalismo?
- Gostava de fazer uma reportagem no outro lado do Mundo e ver novas ‘cenas’. Isso, sim, atrai-me muito.
- Ao nível da música, quais são os seus próximos projectos?
- Vou ter ‘Idolomania’ até Setembro. Já tive uma banda com amigos, e é isso de que gosto; depois, se quisermos editar um CD, editamos sozinhos. Houve muitas bandas que já fizeram isso na história da música. Não é que seja contra o ‘sistema musical’ mas não é isso que quero.
- Tem sido muito abordada na rua?
- Sim, às vezes, quando estou sem paciência, meto o carapuço e passo despercebida na rua. Mas quando uma pessoa me aborda de forma correcta eu adoro.
- Já tem um clube de fãs na Internet. Quando entrou no ‘Ídolos’ teve noção do impacto que poderia causar?
- Quando entrei no ‘Ídolos’ dizia ao meu namorado: "Aposto que vou para os cromos." Agora, ver isto tudo assim... Aumentou-me muito o ego. Sinto-me muito melhor. Estou a colher bons frutos.
- No início, dizia que era uma pessoa com pouca confiança. Já está diferente a esse nível?
- Julgo que tenho transmitido às pessoas que sou segura e confiante mas não é assim. Por exemplo, enganava-me nas letras e continuava a sorrir, com ar de quem sabe perfeitamente o que está a fazer.
- O que é que os seus colegas da faculdade lhe dizem do seu sucesso?
Eles são muito porreiros. Neste momento estão a criar um programa na universidade que se chama ‘Fica a Saber’ e disseram-me que não posso ver sem que estivesse terminado, como se eu fosse especialista. É bom eu ser quase uma inspiração para o pessoal que está a tirar o curso. Acho imensa piada porque eles estão a estudar televisão e agora eu estou a fazer televisão a sério. É algo que sonhava. Apetecia-me pegar nos meus amigos e fazermos um programa de televisão todos juntos. Com calma vou conquistar Portugal de cima a baixo.
- Lida bem com o mediatismo?
Estou-me sempre a rir. Percebo o trabalho dos jornalistas porque estudo Comunicação Social. Sei defender-me. Por enquanto, está tudo bem.
- Na sua opinião, porque é que conquistou os portugueses?
Acho que ganho pela normalidade. No fundo não é que seja normal, mas pareço normal.
- Consegue seleccionar o melhor e o pior do ‘Ídolos’?
O melhor do ‘Ídolos’ foi entrar em palco e cantar as minhas músicas favoritas. O pior, não sei dizer.
- Ficaram amizades verdadeiras?
Sim, ficaram muitas amizades, principalmente com o pessoal da produção. Agora estamos todos fora de competição e dá para perceber quem são os amigos. Durante o programa, por mais amigos que fossemos nunca tinhamos a certeza.
- Com a vida tão agitada como a que tem tido, tem o tempo que deseja para si?
Não tenho tempo nenhum. Andei a comprar cadernos e lápis para pintar, mas quando chego à cama só me apetece dormir. Como sou muito activa durante o dia todo, às vezes gosto de ter um momentinho Zen para mim.
- Há algum artista português com quem gostaria de fazer um dueto?
- Gosto de David Fonseca, é comercial, mas é bom, tem qualidade. Também gosto do Joaquim Albergaria, que era dos antigos Viciuos Five e agora é do Paus, sempre me inspirou.
- É preocupada com a sua imagem?
- Sou uma desgraça...
- Sente-se bonita?
- Hoje estou num dia bom, por isso sinto-me muito bonita. Tem sempre a ver com o estado de espírito, as mulheres deviam ter completa noção disso. Nós arranjamos problemas onde eles não existem, então tento ter essa consciência quando estou a ter um ataque de coisas negativas.
- É feliz?
- Sou mesmo muito feliz e faço tudo por tudo para isso independentemente das consequências. Por exemplo, gosto de estar no ‘CC’. No dia em que não gostar digo-o. Gosto de tudo o que tenho na minha vida. Estou muito realizada.
INTIMIDADES
- Quem gostaria de convidar para um jantar a dois?
- O meu namorado, claro.
- Não consigo resistir a...
- ... chocolates. É horrível, doentio. Como todos os dias.
- Se pudesse, o que mudava em si no corpo e no feitio?
- Tenho orelhas de ‘elfo’ e não acho muita piada. Também não sei se alterava mas é a parte do corpo de que menos gosto. No feitio, há dias em que alterava tudo, outros em que não alterava nada.
- Sinto-me melhor quando...
- ... Quando estou com os meus amigos. Mas, de uma forma geral, sinto-me sempre bem.
- O que não suporta mesmo no sexo oposto?
- O que mais detesto no sexo oposto é que eles cortem a barba. Acho que os homens deviam ter todos barba.
- Qual é, de facto, o seu pequeno crime diário?
- É ser preguiçosa. Às vezes não me apetece lavar os dentes ou desembaraçar o cabelo.
- O que seria mesmo capaz de fazer por amor?
- Levei o meu namorado para a final do ‘Ídolos’... Coitado, ia sendo esmagado.
- Complete: a minha vida é...
- ... espectacular, perfeita.
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