Cantora admite que o novo disco, 'Felizmente Triste', ajudou a "libertar determinadas coisas que tinha para dizer".
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A minha ideia com este título é a de passar a mensagem que podemos ser tudo ao mesmo tempo, podemos ser tristes, felizes, fortes, frágeis porque tudo é muito mais simples se aceitarmos todas as nossas facetas. E depois este 'Felizmente Triste' também é um disco que leva a abraçar os maus momentos e as fases mais difíceis porque também são estas que nos tornam mais fortes.
Sim. Eu sentia que precisava de lançar este disco, até para libertar determinadas coisas que tinha para dizer.
Eu sou uma overthinker (pensadora excessiva) profissional [risos]. Se calhar às vezes sou uma pessoa consciente demais em relação a tudo. Às vezes faço muitas leituras que se calhar seria mais fácil que não as fizesse. Mas acho que sou uma pessoa muito sensível que agarra nessa sensibilidade a usa a seu favor.
Às vezes é um processo doloroso, tenho que admitir. Às vezes dou por mim a começar uma música com uma mensagem que me é pessoalmente importante e às vezes é doloroso não conseguir pôr em palavras exatamente a dor que quero passar.
Ui! Essa pergunta implica uma resposta muito ampla. Faz-me feliz a música, a minha família, os meus amigos, a escrita e o palco... quanto ao que me faz triste, talvez a minha cabeça por às vezes não saber parar.
Na maioria das vezes preciso de isolar-me, sobretudo quando são músicas mais pessoais. Mas também acontece estar em locais completamente aleatórios e vir-me à cabeça uma melodia ou uma letra e eu precisar de levar aquilo até ao fim, mesmo que esteja rodeada de muita gente.
Acho que já passaram. Agora, são as dores de quem já é crescido.
Eu sinto que cresci muito. Tive que aprender a gostar de mim, a confiar em mim e ouvir-me mais a mim do que aquilo que os outros vão dizendo.
Ao início, na transição do primeiro para o segundo disco, passei um bocado mal, porque quis acreditar profundamente que tinha que superar as expectativas do primeiro álbum e isso foi duro. Mas depois consegui pôr em primeiro lugar aquilo que é a minha verdade.
Eu acho que não. Na fase inicial parecia que tinha quase uma estrelinha ao meu lado. Parece que tudo corria sempre bem, mesmo quando eu não esperava o melhor. Mas como aconteceu tudo muito rápido e eu tive sempre que concentrar-me muito no meu trabalho, acho que nem houve tempo para me deslumbrar.
Eu sinto que eles veem mais em mim do que eu própria. São essas pessoas que por vezes me puxam para cima e me lembram daquilo que eu sou capaz. É graças a elas que continuo aqui de pé. Acho que sou muito sortuda nesse aspeto.
Essa já ficou lá atrás.
É sim, mesmo que um dia a carreira na música deixe de correr bem, ela terá sempre de ser a minha atividade, ou a escrever para outros ou trabalhar na estrada com outros artistas. Eu hei-de arranjar maneira.
Eu diria que tive um primeiro click aos 15 anos quando fui vocalista de uma banda de rock e depois aos 19 anos quando pisei o palco pela primeira vez então no programa da RTP, o 'La Banda'. Foi aí que tive a certeza do que queria.
Sim. Lembro-me de ter recebido o meu primeiro piano aos 10/11 anos, de ter ficado histérica e de ter começado a aprender músicas atrás de músicas. Depois lembro-me que, por causa da minha irmã, que é mais velha do que eu, e porque víamos muitas séries de música como o 'Glee', a minha mãe nos comprou um 'singstar' lá para casa. A minha irmã cantava lindamente e eu tentava cantar também. Ensaiava muito no quarto.
Tenho um tio-avô que é pianista profissional e um avô que também é apaixonado por música, que escreve poemas e até já me deu alguns para musicar. Já o fiz mas ainda não os lancei. Fiz mais para ele, mas quem sabe um dia.
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