A apresentadora da RTP deu uma nova chance ao casamento com João Fernandes, mas quer ir com calma. O casal está a morar em casas separadas
A apresentadora da RTP deu uma nova chance ao casamento com João Fernandes mas quer ir com calma. O casal está a morar em casas separadas e tem aproveitado para namorar.
- Já está no ‘Só Visto' há seis anos. Continua a ser um projecto desafiante?
- Sim. Foi o meu primeiro projecto em televisão na área do entretenimento, então sinto-o como o meu bebé e continuo a sentir muito gozo em fazê-lo. Ando sempre de um lado para o outro. É um trabalho que me permite conhecer inúmeras pessoas e sítios, nunca é uma coisa muito banal.
- E não sente necessidade de ter outro programa?
- Estou a apresentar o ‘Joker' da ‘Hora da Sorte' quase há um ano e vi isso como um incentivo daquilo que estava a fazer. A RTP é uma casa que reconhece o trabalho. Apesar de estar centrada no ‘Só Visto', sempre que há emissões especiais posso fazê-las. Por exemplo, agora também vou apresentar as ‘Noivas de Santo António'.
- Então, essa amizade que tem com a RTP é para durar?
- Sim, se do lado da RTP também for. Não tenho vínculo com o canal, trabalho a recibos verdes, mas a RTP é onde me vejo a trabalhar. Gosto muito das pessoas com quem trabalho, das pessoas que estão acima de mim e da maneira como me deixam trabalhar.
- Já idealizou um programa conduzido por si?
- Gosto muito de trabalhar em equipa e acho que sou melhor a ser dirigida do que a trabalhar sozinha. Não ambiciono ter um programa só meu mas também não ambicionava trabalhar em televisão. Se surgisse não diria que não, só acho é que me faltam alguns degraus para fazer isso.
- A televisão é uma paixão?
- É uma paixão e um vício. Depois de se começar a trabalhar em televisão e de se habituar a este ritmo é incrível. É uma vida alucinante, sem horários... A minha vida acaba por ser só a televisão. Vivo para trabalhar e não trabalho para viver. Mas também é desafiante a cada dia, porque temos que ser sempre melhores senão, se continuamos a fazer a mesma coisa, é mau, chateamo-nos a nós e às pessoas que vêem o produto.
- Quando é que se apercebeu dessa sua paixão pela TV?
- Eu não fui descoberta pelo Júlio Isidro mas também tive um Júlio Isidro na minha vida. Fiz um estágio no diário ‘Record' e encontrei o Daniel Oliveira num trabalho. E ele perguntou-me se eu gostaria de fazer parte da equipa que estava a trabalhar no Euro 2004. O Euro acabou pouco tempo depois e eles não precisaram de mim para esse trabalho, depois ele iniciou o ‘Só Visto' e eu fiz parte da equipa.
- Então a sua ligação à televisão surgiu quase por acidente...
- Pois, não fui eu que procurei. Gosto muito de desporto e pensei seguir a minha profissão por aí.
- Foi uma feliz coincidência ter-se cruzado com o Daniel Oliveira, portanto.
- Sim, se ele não me tivesse desafiado eu não estaria onde estou. Neste momento, sinto-me muito feliz e realizada.
- Paralelamente à televisão, faz pontualmente trabalhos como modelo. É outra paixão?
- Faço trabalhos pontuais quando a Fátima Lopes me convida. Durante sete anos da minha vida trabalhei em moda. Comecei com 17 anos e aos 24 achei que já tinha feito tudo. Acho que a moda permite viajar e conhecer muita coisa mas, depois, acaba por ser sempre o mesmo, e eu tenho muita dificuldade em habituar-me a fazer o mesmo. A moda acabou por estagnar e eu nunca me imaginei aos 30 anos estar na passerelle. Tudo na vida tem um timing mas agora é engraçado voltar de vez em quando.
- Tanto a moda como a televisão são muito exigentes em termos de imagem. Que cuidados tem?
- Admito que não tive muitos cuidados até fazer 30 anos. Agora frequento uma clínica, onde faço alguns tratamentos, e isso permite-me não ir ao ginásio. Odeio estar fechada entre quatro paredes a fazer sempre a mesma coisa. O único exercício que faço é correr atrás do meu filho quando ele foge. Também geneticamente sou muito abençoada. Mesmo em termos de alimentação não sou um bom exemplo. Às vezes até tenho um certo pudor em dizê-lo mas não gosto de saladas nem como sopa.
- Sente-se bem com o que vê reflectido no espelho?
- Sinto-me melhor com a minha imagem hoje do que aos 20 anos. As mulheres, depois de serem mães, ganham mais confiança. É o momento em que sentimos que somos realmente boas por sermos mulheres.
- Tem medo de envelhecer?
- Não, nada. Adoro fazer anos. Semanas antes digo a toda a gente, porque eu gosto realmente de celebrar mais um ano de vida. Tenho 31 e dizem-me que não pareço.
- Nos momentos de trabalho mais intenso, como é que consegue conjugar com o papel de mãe?
- Nunca temos tanto tempo quanto gostaríamos para os nossos filhos, e eu não sou excepção. Mas também não gosto de me queixar, porque sei que há mães que passam muito mais dificuldades do que eu. Por exemplo, se numa semana cheguei todos os dias depois da hora de lhe dar banho e os meus pais tiverem que o ir buscar ao colégio, no outro dia ele pode deixar de ir ao colégio e fica comigo o dia todo.
- O seu filho é parecido consigo?
- Fisicamente, é uma mistura do pai e da mãe, na maneira de ser é totalmente a mãe. É muito extrovertido, gosta de conhecer toda a gente. Não pára dois minutos. O pai é mais reservado.
- A maternidade tem correspondido às suas expectativas?
- Tem superado. Fui mãe aos 28 anos, mas adorava ter sido muito antes. Às vezes penso que se fosse mãe com um trabalho com outras regalias teria ficado seis meses com ele. Há muita coisa que sei que perdi no crescimento do meu filho porque aos dois meses e meio tive que o pôr no infantário. A maternidade é maravilhosa.
- Gostava de ter mais filhos?
- Gostava de ter mais três mas acho que não vou conseguir, porque é sempre muito complicado em termos de trabalho, nunca sei o que vou fazer amanhã. Sei que neste momento não posso parar e correr o risco de ficar afastada uns meses.
- A sua vida profissional é a prioridade?
- Mesmo inconscientemente, a carreira acaba por ficar à frente de tudo. Mas a família é o mais importante, porque se não tivermos uma boa base familiar o resto não faz sentido.
- Essa instabilidade não a assusta, uma vez que tem um filho tão pequeno?
- Tento não pensar nisso, mas se calhar é por causa disso que o pai do meu filho não tem nada a ver com a área [é gestor financeiro]. Toda a gente que trabalha em televisão a certa altura pensa: "E se nos falta amanhã o trabalho?" Até agora tenho sido uma sortuda mas não sei até quando é que vai durar.
- Já só imagina o seu futuro ligado à televisão?
- Não me imagino a fazer mais nada. Mas sei que daqui a 10, 15 anos, possivelmente, vou ser obrigada a fazer outra coisa qualquer. Mas será sempre qualquer coisa ligada com a imagem.
- Entretanto, decidiu voltar para o seu marido. O amor falou mais alto?
- Estamos a tentar uma reconciliação. Ainda não vivemos juntos, temos que ir com muita calma. O João é uma pessoa muito mais consciente das coisas que quer e não quer, pensa muito antes de concretizar; eu sou o contrário, sou muito impulsiva, quando penso já agi. Neste momento, e porque temos um filho pequenino, queremos perceber se é isto que queremos de certeza, para ele não passar exactamente pelo mesmo que já passou.
- No entanto, está para breve voltarem a viver juntos?
- Não temos nenhuma data definida, é quando nos sentirmos preparados.
- Como é que está a ser voltar à fase de namoro?
- É muito bom. Quando se tem um filho pequenino há muitas coisas que ficam para segundo plano. O casamento é uma delas. É muito difícil manter um casamento quando se tem filhos, horários complicados, e quando é preciso conciliar com viagens ao estrangeiro. O casamento é a primeira coisa a deixar-se de lado para que tudo o resto funcione, e isso também nos aconteceu. Agora voltámos a namorar para tentar reconquistar tudo aquilo que tínhamos.
- Têm feito muitos programas juntos?
- Mesmo separados encontrávamo-nos todos os dias. Nunca deixámos de ser amigos e era importante pelo Joãozinho. Agora temos feito um esforço para sair a horas e jantarmos juntos todos os dias, o que não acontecia quando éramos casados.
- Não se chegaram a divorciar?
- Sou uma romântica, prática. Gosto mais de ser surpreendida do que de surpreender. Gosto de momentos de romantismo mas normalmente nunca sou eu a fazê-los.
- Como se define enquanto mulher?
- Hoje, diria que sou, essencialmente, mãe. Não me esqueço de ser mulher, com tudo aquilo que isso abrange, mas gosto muito do meu papel de mãe, é o que melhor me define. Também sou uma mulher prática, de bem com a vida.
- Tem muitos sonhos por concretizar?
- Não me considero uma pessoa muito ambiciosa e tenho sabido agradecer tudo o que me tem acontecido. Não ambicionava trabalhar em televisão e é das coisas que mais me dão prazer. Sempre sonhei ser mãe e já sou. O meu maior sonho neste momento é conseguir conciliar a minha profissão com tudo o resto que me dá prazer.
- É realizada pessoal e profissionalmente?
- Pessoalmente, sou uma mulher muito realizada, profissionalmente não nos podemos considerar sempre realizados. Ainda quero fazer muitas mais coisas, ser sujeita a novos desafios, e se tiver que dar dois passos atrás para voltar outra vez dou. Sou incapaz de me considerar satisfeita com tudo o que tenho.
- É feliz?
- Sou, muito. Faltava só ter mais filhos. Quando era pequenina e me perguntavam o que é que queria ser eu dizia sempre que queria ser mãe, nunca pensei numa profissão.
INTIMIDADES
- Quem gostaria de convidar para um jantar a dois?
- O Pedro Passos Coelho, porque o admiro muito e acho que é o primeiro político que tem ideias concretas daquilo que quer fazer para o País. Gostaria de jantar com ele para tentar perceber, olhos nos olhos, se ele é mesmo como mostra na televisão e nos congressos.
- Não consigo resistir a...
- ... chocolates e ao meu telemóvel. Já me aconteceu ter-me esquecido do telemóvel e ter ido comprar outro. Tenho de estar sempre em comunicação.
- Se pudesse, o que mudava em si, no corpo e no feitio?
- Quanto ao feitio, seria menos impulsiva, no corpo gostava de ter o cabelo comprido sem ser com extensões.
- Sinto-me melhor quando...
- ... consigo passar o dia inteiro com o meu filho.
- O que não suporta mesmo no sexo oposto?
- A mania de que são engraçados.
- Qual é que é o seu pequeno crime diário?
- Um pastel de nata.
- O que é que seria capaz de fazer por amor?
- Não havia nada que eu não fizesse.
- Complete. A minha vida é...
- ... um autêntico carrossel. Nunca sei quando é que vou fazer coisas, nunca sei o que me espera na próxima meia hora. Isso deixa-me muito feliz e, ao mesmo tempo, irritada, porque nunca posso combinar nada.
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