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Despedida de Rogério Samora: “Dizia que queria ir com calças de ganga e camisa”

Ator já tinha falado sobre as suas cerimónias fúnebres com o primo Carlos.

24 de dezembro de 2021 às 01:30

Rogério Samora já tinha confidenciado ao primo, dois anos mais velho, que quando morresse gostaria de ser cremado e estar vestido com uma roupa específica. “Ele dizia sempre que não queria fato e gravata, mas sim com o seu ‘equipamento trivial’: umas calças de ganga e uma camisa de linho branco. E foi assim que foi”, revelou ao CM Carlos Samora. O familiar conta que o artista, que morreu no passado dia 15, não era excessivamente vaidoso, mas gostava de ter cuidados com a imagem. “Galã que é galã gosta de trajar bem...”.

Carlos contou ainda que a conversa sobre as cerimónias fúnebres surgiu de forma descontraída, em família. “Foi uma coisa trivial. Não foi uma conversa programada. O Rogério dizia sempre que quando morresse, tal como eu, não queria ir para debaixo da terra. E também falava da roupa”. Quanto às cinzas do ator, “estão guardadas perto das das avós, a avó Lurdes e a avó Emília.”

A família vive um Natal triste, mas com a alegria de Rogério em mente. “Ele era o bobo da corte. E vamos ter um lugar para ele à mesa na mesma”. Carlos lamenta é não poder visitar o tio, pai do ator, no lar, devido à restrições da pandemia.

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