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"Não sabia se ajudava ou se era pior". O desabafo da mãe do primeiro bebé fruto de inseminação pós-morte

Ângela Ferreira confessa quais são os maiores desafios que sentiu após a maternidade.

31 de março de 2026 às 16:20

Ângela Ferreira, o rosto da luta pela inseminação pós-morte do dador, revelou esta terça-feira, 31, quais são os principais desafios que está a sentir na maternidade, sem a companhia do marido, Hugo, que morreu em 2019.

Ângela Ferreira realizou o sonho de ser mãe em agosto de 2023, depois de três anos de luta por uma mudança da lei em Portugal, para seguir com o plano que fez com o marido, Hugo, que morreu em 2019 vítima de cancro. Agora, ela confessa sem "floreados" que houve momentos que não estava à espera após o nascimento do bebé Guilherme. 

"O que foi mais desafiante até agora foi a privação de sono, porque o Guilherme não gosta de dormir e houve uma fase, até um ano, com as cólicas, que era desesperante", começou a afirmar no programa 'Dois às 10' em conversa com Cristina Ferreira e Cláudio Ramos. 

Questionada sobre o luto do marido, Ângela confessou que não acredita que vai fazer esse luto. Mas o bebé "pode ter ajudado", afirmou Cristina Ferreira. "Trouxe uma alegria que podia não existir", continuou a apresentadora. Mas Ângela Ferreira desabafou sobre a realidade da maternidade sem o apoio do marido. 

"Houve uma fase no início que eu não sabia se ajudava ou se era pior", disse. "Não vou estar aqui a florear. No parto ele não estava lá, nas noites, porque é sempre, inevitavelmente, quando as coisas estão piores, mas sem dúvida nenhuma, que acho que o Hugo está sempre presente", confessou.

Guilherme, o primeiro bebé que nasceu em Portugal fruto de uma inseminação pós-morte do pai, nasceu no Porto em agosto de 2023. 

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