page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Oceana Basílio: “As drogas foram um escape na minha vida”

O passado marcado pelas drogas fê-la dar valor à vida. Agora, oito anos depois, a actriz de ‘Perfeito Coração’ é uma mulher feliz.

02 de janeiro de 2010 às 10:30

O passado marcado pelas drogas fê-la dar valor à vida. Agora, oito anos depois, a actriz de ‘Perfeito Coração’ é uma mulher feliz. A representação enche-lhe a alma e a filha Francisca dá alegria aos seus dias. Divorciada de Pedro Laginha, Oceana confessa que vê no empresário Nuno Almas alguém muito especial.

- Que balanço faz do ano que passou?

- Foi um ano de decisões muito importantes na minha vida. Foi um ano bom, de crescimento e de dedicação às coisas que eu gosto. Correu muito bem com a minha filha, por isso só posso estar contente.

- O facto de se ter divorciado de Pedro Laginha marcou o ano negativamente?

- Todos os acontecimentos existem por algum motivo, portanto não podemos encarar as coisas de forma negativa. Se tomamos decisões é para que possamos estar melhor e mais felizes.

- O Pedro continua a ser uma pessoa importante na sua vida?

- Sim, é um dos meus melhores amigos.

- Foi publicado que a separação se deveu a um aborto que a Oceana fez sem o consentimento do Pedro...

- Isso é completamente mentira. Essa situação vai ser resolvida no sítio devido.

- Como é que a sua filha Francisca reagiu ao divórcio?

- Reagiu bem, continuamos todos muito amigos e eles dão-se bem.

- E, neste momento, como está o seu coração?

- Está tranquilo.

- Tem-se feito acompanhar, algumas vezes, de Nuno Almas...

- O Nuno é uma pessoa especial na minha vida.

- E pode passar de pessoa especial a algo mais sério?

- Isso ninguém sabe. Se eu pudesse adivinhar o futuro seria fantástico [risos].

- Há uns meses disse que o ideal para si seria encontrar um homem para toda a vida. Acha que o seu desejo se vai concretizar?

- Não sei, mas quero acreditar que sim. O ideal de qualquer pessoa é ter um relacionamento tão bom que o caminho seja uma vida inteira em conjunto.

- E como é que tem que ser esse homem?

- Não tem nenhum requisito especial. Tem que ser uma pessoa que tenha a ver com a minha forma de viver e de estar. Tem de ser uma pessoa compreensiva, inteligente, extrovertida, que me aceite como eu sou e que consigamos viver momentos bons.

- Gostava de voltar a ser mãe?

- Claro que sim.

- De que forma o nascimento da Francisca veio mudar a sua vida?

- Ser mãe muda muita coisa. Deixamos de estar em primeiro lugar e isso muda tudo o resto.

- A Francisca é parecida consigo?

- É, muito. Ela é muito traquina e extrovertida e como vivemos sozinhas somos mesmo muito cúmplices.

- Tornou público o seu passado com drogas. Fê-lo porque já é um assunto totalmente ultrapassado na sua vida?

- Passaram oito anos e é um assunto completamente resolvido. Falo nele para ser tomado como um exemplo.

- De que forma?

- As coisas que nos fazem sair da realidade e que são uma fuga aos sentimentos não valem a pena. Inteligentes só podem ser as pessoas que aprendem com os erros dos outros. Eu posso mostrar o porquê de não valer a pena.

- Por que é que não vale a pena?

- Porque é muito mais valioso nós conseguirmos lidar com os nossos sentimentos, com a realidade e não precisar de fugas. As drogas são um escape, um mundo imaginário. É importante olhar para as coisas e perceber que existe um problema e que é possível ultrapassá-lo.

- Tira algum aspecto positivo dessa fase?

- Cresci depressa, tornei-me uma pessoa mais terra a terra, mais humilde e sei que cada dia é valioso e que a vida é efémera. Há que viver da melhor maneira e para isso não é necessário viver no limite. Só não se ultrapassa a morte e tudo tem que ser encarado com muita luta. Nunca desisti.

- Quando é que tomou consciência de que tinha que parar?

- Quando percebi que tinha que reconquistar tudo e que todos os sonhos que eu tinha por realizar seriam possíveis se eu estivesse bem. Hoje em dia faço aquilo de que gosto, aquilo que quero.

- Nasceu em Tavira. Quando é que veio para Lisboa?

- Vim viver para Lisboa com 16, 17 anos para estudar teatro.

- Como é que foi a sua infância?

- Foi uma infância muito feliz, muito livre. O Algarve é um espaço óptimo nesse sentido. É uma terra pequena, conhece-se toda a gente e brinca-se na rua.

- Sempre quis ser actriz?

- Sempre gostei de recriar situações, contar histórias...

- Apesar do seu percurso em teatro, foi com ‘Morangos com Açúcar’ que se tornou conhecida do grande público. Como é que lidou com a fama nessa altura?

- Na altura não tive muita noção do ‘boom’ dos ‘Morangos’ porque a minha vida era passada a gravar em estúdio e depois com a Francisca.

- Enveredou na área das novelas pelo dinheiro?

- É óbvio que a televisão é um poder económico maior. Em Portugal continua a ser muito difícil porque não temos qualquer apoio, trabalhamos a recibos verdes e temos que saber gerir muito bem as economias para as alturas em que não trabalhamos.

- Que balanço faz da sua participação em ‘Perfeito Coração’?

- Foi uma personagem gira. Acima de tudo gostei muito da equipa técnica, da produção, dos actores... foi um grupo muito bom. Foi um trabalho muito tranquilo, com muito bom ambiente.

- Gosta de fazer novelas?

- Gosto de todas as áreas. O teatro dá uma adrenalina diferente, é muito mais imediato. O feedback é no momento e vivemos aquela personagem intensamente. Na televisão não. É um trabalho diário e é muito mais exaustivo a nível de horas. Mas gosto imenso das duas áreas.

- O teatro continua a ser a sua grande paixão?

- É aquilo que eu não consigo deixar nunca.

- É uma mulher realizada em termos profissionais?

- Não posso dizer que sou realizada porque espero sempre mais qualquer coisa. É uma busca constante, mas posso dizer que me sinto feliz naquilo que faço e nas pequenas conquistas que vou conseguindo na minha profissão.

- Há algum projecto que gostasse muito de concretizar?

- Há, mas não quero falar sobre ele. Neste momento estou concentrada na minha peça, ‘Mundo Submerso’, com encenação de Pedro Marques, e com Guilherme Barroso, Helena Salazar, entre outros.

- Em termos pessoais, também é uma mulher realizada?

- A 100% não, mas não me posso queixar. Tenho uma atitude grata perante a vida. É claro que há muitas outras coisas que eu espero realizar.

- Sempre disse que não posaria para uma revista masculina. O que a levou a fazê-lo agora?

- Aceitei porque a produção é numa onda artística. É óbvio que são umas fotografias sensuais e que puxam por um lado que se pode chamar de sexual, mas não mostram absolutamente nada.

- Sente-se uma mulher sensual?

- Tem dias. Principalmente tenho que me sentir bem fisicamente, com saúde. Além disso, tem muito a ver com os momentos.

- Gosta do que vê no espelho?

- Gosto. Não tenho problemas nenhuns com o meu corpo nem com a cara. Não tenho inseguranças.

- Gosta de ouvir elogios?

- Gosto, claro. Sabe sempre bem ouvir elogios das pessoas que gosto e que eu respeito e admiro.

- A nível profissional, gostava de experimentar outra área?

- Honestamente não consigo imaginar, por isso é que me dedico tanto quanto possível à Guilherme Cossoul [escola artística] e ao teatro, porque acho que é isso e gosto imenso de tudo o que tem a ver com arte. Gosto muito de arte. Também gosto muito da área da restauração. Se tiver que fazer outro trabalho, faço.

- E em relação à sua filha, que profissão gostava que ela tivesse?

- Gostava que ela fosse médica [risos]. Honestamente, seja qual for a decisão dela, eu estou aqui para a apoiar e ajudá-la a seguir da melhor forma essa caminho.

- Prefere manter bem delimitado o seu papel de mãe em relação à Francisca, ou quer que ela a sinta como uma amiga?

- Acima de tudo quero ser mãe. Acho que é muito importante para todos nós termos um pilar. Por vezes ela pode achar que eu estou a ser dura.

- Quais são os seus desejos para 2010?

- Tenho um desejo há muito tempo – que o trabalho de todos os artistas seja reconsiderado e que possamos usufruir de tudo como um trabalhador normal. À parte disso, desejo muita saúde. Cada vez mais percebo o quanto isso é importante. Desejo que todas as pessoas que eu amo continuem bem e comigo e que tenhamos momentos muito bons.

NA INTIMIDADE

- Quem gostaria de convidar para um jantar a dois?

- A pessoa com quem eu gostaria de jantar sabe quem é...

- Não consigo resistir a...

- Chocolates. São a minha grande perdição.

- Se pudesse, o que mudava em si, no corpo e no feitio?

- No corpo não mudava nada, sinto-me bem como sou. No feitio gostava de ser menos orgulhosa, às vezes é prejudicial.

- Sinto-me melhor quando...

- Consigo ter tempo para ler e para usufruir da minha casa. Quando estou a gravar intensamente não tenho tanto tempo quanto gostaria.

- O que não suporta no sexo oposto?

- Não suporto que falem mal do outro sexo.

- Qual é o seu pequeno crime diário?

- Comer muitos chocolates, sem dúvida.

- O que seria capaz de fazer por amor?

- Seria capaz de fazer quase tudo.

- Complete. A minha vida é...

- Aquilo que tenho de mais precioso.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Vidas

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8