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Ricardo Martins Pereira critica recusa de atendimento prioritário num serviço público

O empresário deslocou-se até à Loja do Cidadão com o filho, de apenas três meses, e não teve direito a ser atendido mais rapidamente, como a lei entende.

29 de janeiro de 2026 às 20:30

Ricardo Martins Pereira, também conhecido como 'Arrumadinho', teve uma experiência infeliz na Loja do Cidadão, juntamente com a companheira Sara, e o filho de ambos, Manel, de apenas três meses, e recorreu às suas redes sociais para explicar o sucedido.

Ricardo tentava tratar de assuntos relacionados com a sua mudança de casa, e após tirar senha prioritária, visto que estava com um bebé, foi abordado por uma funcionária: “Hoje de manhã, fui à Loja do Cidadão, à EPAL (…) quando cheguei ao balcão, a senhora vira-se para mim e pergunta: ‘Por que é que o senhor pediu senha prioritária?’. Eu disse-lhe: ‘Porque estou com um bebé de três meses’. E a senhora responde: ‘Pois, mas está aqui a mãe. A mãe pode ficar com ele, o senhor tem de ir pedir a senha A’.”

Indignado com esta resposta, Ricardo Martins Pereira manteve o pé firme, exigindo ver a base legal para tal recusa: “Eu disse-lhe: ‘Lamento, mas não é isso que diz a lei. Eu tenho direito à prioridade, desde que esteja acompanhado pelo meu filho’. (…) Ela insistiu: ‘Não. Se o senhor está acompanhado de uma pessoa, a pessoa fica com o bebé e o senhor tira a senha A’. Eu respondi: ‘Mostre-me onde é que a lei diz que, se eu estiver acompanhado por outra pessoa, perco o direito à prioridade? Isso não faz sentido absolutamente nenhum’.”

A situação escalou com a chegada de uma supervisora, que veio em defesa da colega: “Chega a supervisora da EPAL e eu pensei: ‘Vem pôr ordem na casa’. (…) Mas vira-se para mim e diz: ‘Lamento, mas a minha colega tem razão, o senhor não tem direito à prioridade’. Eu insisti: ‘Mostre-me o decreto-lei que diz que uma pessoa com um menor de dois anos perde o direito à prioridade se estiver acompanhada’. A senhora foi buscar o decreto-lei e atirou-me aquilo para a mão com um ar super convencido. Agarrei, li e mostrei-lhe: ‘Então, está aqui o decreto-lei. Mostre-me lá onde é que diz isso’.”

Ricardo Martins Pereira tentou explicar o que motiva esta legislação: “A lei serve para proteger as crianças, não para proteger os pais. (...) Obviamente, se eu estou com a mãe, temos de resolver coisas em conjunto e não temos onde deixar o bebé, e se o bebé está connosco, a lei serve para que ele não passe muito tempo ali. Portanto, claro que temos direito à prioridade.”

Tudo isto levou Ricardo a apresentar uma reclamação no departamento jurídico da Loja do Cidadão, onde lhe foi dada razão. Apesar disso, ao sair do local, levou ainda com um comentário áspero: “Quando saí, fui tentar falar com a supervisora da EPAL (…) para que não faça isto a outras pessoas. A senhora vira-se para mim e diz: ‘O senhor não fez já a reclamação? Não está já atendido? Então, ponha-se a andar’. E eu disse: ‘Eu não ganho nada em fazer a reclamação, quero é que a senhora preste um bom serviço’.”

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