O apresentador também não poupa críticas à forma como Mário Oliveira Nunes foi tratado depois de ser diagnosticado com cancro.
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Rui Oliveira e a família estão em choque com todos os acontecimentos das últimas semanas. Primeiro, a morte inesperada do irmão, Mário Oliveira Nunes, e depois a bizarra troca do cadáver, que só foi detetada pelos familiares no momento do velório. Em entrevista à CMTV, o apresentador não se coíbe em apontar “negligência grosseira”.
Esta sexta-feira, no 'Grande Jornal da Noite', Rui Oliveira começou por explicar ao jornalista José Carlos Castro que “a família entregou à funerária que foi contratada para prestar os serviços relativos à cerimónia todos os documentos necessários para proceder ao levantamento do corpo”, que se encontrava na casa mortuária do Hospital de São José.
“Achei logo estranho que não tenha havido necessidade de estar presente alguém da família ou pelo menos alguém com capacidade para reconhecer o corpo ainda na morgue”, comentou Rui Oliveira, lembrando os moldes do procedimento habitual. “Normalmente não é assim: apresentados os documentos do defunto, a Casa Mortuária confere-os e apresenta o corpo para reconhecimento, ficando registado quem foi a pessoa que o identificou”, esclareceu. Mas nada disto foi o que aconteceu.
Já no local do velório, foi a cunhada (viúva do defunto) que se apercebe de que o homem que estava no caixão não era o marido. "Na capela, a minha cunhada sentiu necessidade de se despedir do marido, abrem a urna e é quando ela constata que a pessoa que ali está não tem nada a ver com o marido", começa por explicar, acrescentando que os dois homens apenas tinham em comum o apelido Oliveira, mas nenhuma semelhança física. O cadáver que foi colocado no lugar do irmão de Rui Oliveira era o de um senhor de 90 anos, mais 21 do que Mário. Ora, isso levou a cunhada do apresentador a pensar, enquanto o equívoco não foi deslindado, que talvez o marido até pudesse estar vivo.
Uma “negligência grosseira”, que na opinião do apresentador teve origem na Casa Mortuária do Hospital de São José, porque “deixou sair um corpo que não correspondia aos documentos que lhe foram entregues e sem que ninguém o tivesse identificado”.
Mas o caso não fica por aqui, já que também o período de internamento e diagnóstico de Mário Oliveira, ao longo do mês que antecedeu a sua morte, ficou marcado por situações difíceis de digerir pela família. A começar pelo diagnóstico de cancro, com o apresentador a não poupar críticas ao Hospital Egas Moniz, onde o irmão esteve internado três semanas “sem receber qualquer tratamento”, e onde os profissionais de saúde se mostraram indisponíveis para prestar orientações. Mário Oliveira Nunes acabaria por ser, posteriormente, transferido para a Fundação Champalimaud, onde ainda lhe foi administrado um tratamento, mas já era tarde demais. Mário morreu um mês depois do diagnóstico.
Rui Oliveira aguarda pelo resultado dos exames tumorais para decidir se vai agir contra o hospital público.
"Negligência grosseira": as primeiras declarações de Rui Oliveira sobre troca de corpo do irmão
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