Ex-sócios de Fátima Lopes reclamam 260 mil euros de dividendos, falam num movimento de 400 mil euros com facturas falsas e violação de pacto de não
A Single Wish, sócia de Fátima Lopes na Faces Luminosas Lda. - empresa que geriu no ano passado as discotecas Faces, em Vilamoura, e a 9Elle Kapital, em Lisboa -, pediu o arresto das contas e bens da estilista, incluindo a agência de modelos. Em causa estão "260 mil euros referentes à partilha de dividendos da Faces Luminosas, movimentação ilegal de 400 mil euros com facturas falsas e a violação de um pacto de não concorrência com a exploração da discoteca Faces".
Segundo o pedido de arresto a Fátima Lopes e aos sócios, João Magalhães e Hugo Baltazar, a Single Wish foi convidada - em 26 de Novembro - para ser accionista na Faces Luminosas, que geriu a Faces em 2009. Os donos da Single Wish aceitaram fazer parte da sociedade, com a garantia de que não havia dívidas e de que em 2010 também explorariam a discoteca em Vilamoura. Assim, a Single Wish emprestou à estilista, a João Magalhães e a Hugo Baltazar 49 mil euros para pagar a renda da 9Elle Kapital em 2009. E foi também "assinado um pacto de não concorrência".
Em Janeiro deste ano, os novos sócios pediram a Fátima Lopes os resultados de uma auditoria devido a um alegado desvio de 120 mil euros. Não obtiveram resposta, lê--se no documento. A situação arrastou-se até Junho, data em que os sócios descobriram que a estilista tinha cedido a sua quota de 2500 euros na Faces Luminosas a Hugo Baltazar e João Magalhães. Os empresários escrevem no documento que a "cessação de quotas e alteração do pacto social carecem de deliberação em acta da Assembleia Geral, assinada por todos os sócios".
Contactada pelo CM, Fátima Lopes lamentou a atitude dos seus ex-sócios e negou as acusações, sublinhando que as considerava muito graves. "Têm de provar o que dizem em tribunal."
"A MINHA SAÍDA FOI LEGAL"
Fátima Lopes garante que saiu da Faces Luminosas de forma legal, ao contrário do que referem os accionistas da Single Wish no pedido de arresto. "A minha saída foi legal, porque os estatutos permitem a cedência de quotas entre sócios", diz, sublinhando que saiu porque não se identificava com aqueles empresários.
"Não gosto, nem me identifico. Incompatibilizei-me com eles desde o início e não violei nenhum pacto de não concorrência, porque já não era sócia da Faces quando fiz outra empresa para a discoteca de Vilamoura", afirma. E, acrescenta: "Esses senhores estão é desesperados por não fazerem parte do negócio do Faces Beach Club, em Vilamoura, que é um fenómeno."
No pedido de arresto consta que, em 2009, a discoteca do Algarve "facturou perto de um milhão de euros, mas só declarou 630 mil euros".
PERFIL
Fátima Lopes nasceu a 8 de Março de 1965 no Funchal, Madeira. Desde criança que criava roupa própria. Trabalhou no Funchal como guia turística, até que em 1990 se mudou para Lisboa com o objectivo de prosseguir uma carreira como estilista. Começou com a loja Versus, na capital, e teve outra em Paris. As discotecas são investimento recente.
DIREITO DE RESPOSTA
Da estilista Fátima Lopes, recebemos o seguinte direito de resposta:
"Em referência à publicação do artigo denominado ‘Fátima Lopes em guerra com ex-sócios’ no jornal Correio da Manhã do dia 18 de Agosto de 2010, e na medida em que as acusações proferidas no mesmo são inverídicas e susceptíveis de ofender a reputação e o bom nome, honra e dignidade da ora signatária, em ofensa directa aos seus direitos de personalidade, vem a mesma exercer o direito de resposta ao abrigo do artigo 24º da Lei nº 2/99, de 29 de Janeiro, o que faz nos seguintes termos:
A signatária nega de forma peremptória todas as acusações que lhe são feitas na publicação do CM, por serem falsas, tendo as mesmas sido proferidas com o único intuito de denegrir o seu bom nome e imagem. Estamos perante um ataque por parte da Single Wish, motivado, em exclusivo, pelo facto de não ter sido convidada a participar no projecto Faces Beach Club 2010 no Algarve.
Na verdade, a ora signatária tinha uma quota minoritária na sociedade Faces Luminosas, nunca foi gerente da mesma, e como tal nunca poderia ser responsabilizada por nenhum dos actos dos quais é acusada. Como é do conhecimento público, a signatária nunca teve qualquer participação na gestão corrente dos projectos Faces Beach Club 2009 e 9ElleKapital.
A signatária saiu da sociedade Faces Luminosas nos termos previstos na Lei e nos Estatutos, e em data anterior à constituição da sociedade que explora o estabelecimento Faces Beach Club no Algarve, pelo que a acusação de violação de pacto de concorrência também não tem qualquer fundamento.
Acresce que a Single Wish entrou na sociedade após o Faces 2009, comprando as quotas de um dos sócios gerentes, com o intuito de explorar o espaço 9ElleKapital. Não fez nem poderia ter feito qualquer empréstimo à signatária ou aos seus sócios, mas sim suprimentos de sócio à sociedade Faces Luminosas, da qual passou a ser gerente.
Não existe, pois, qualquer conflito entre a signatária e os ex-sócios, mas sim um comportamento persecutório por parte da Single Wish, a quem caberá provar os factos que lhe são imputados no artigo publicado pelo Correio da Manhã. Da parte da signatária, não se coibirá de accionar judicialmente todos aqueles que puserem em causa o seu bom nome e reputação."
Fátima Lopes
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