Órgãos reprodutores femininos não envelhecem de forma igual com a menopausa
Estudo analisou mais de mil imagens de tecido e milhares de amostras genéticas de 304 mulheres com idades entre os 20 e 70 anos.
Há novos dados sobre o impacto da menopausa no sistema reprodutor feminino. Um estudo realizado pelo Barcelona Supercomputing Center analisou o processo de envelhecimento dos sete órgãos - ovário, vagina, colo do útero, mama e trompas de falópio - e a conclusão é simples: não envelhecem todos à mesma velocidade nem de forma linear.
Através da análise de mais de mil imagens de tecido e milhares de amostras genéticas de 304 mulheres com idades entre os 20 e 70 anos, os investigadores identificaram mudanças nos tecidos e processos moleculares associados ao envelhecimento de cada um destes órgãos feminino, avança o La Voz de La Salud,
De acordo com o estudo, o envelhecimento progressivo dos ovários e vagina é anterior ao início da menopausa, contrariamente às alterações mais bruscas do útero que acontecem durante este processo biológico. Dentro do útero, também os tecidos, como a mucosa e o músculo interino, sofrem mudanças distintas. Na vagina e trompas de falópio, o epitélio, tecido que reveste a superfície destes órgãos, é o mais afetado.
“O que observámos é que a taxa de envelhecimento em diferentes órgãos femininos não é constante, mas sim variável. Em particular, constatámos que a menopausa tem uma influência muito significativa no envelhecimento desses órgãos reprodutivos", explica a coordenado do estudo, Marta Melé, em declarações ao La Voz de La Salud.
Além da forma como os órgãos reprodutores envelhecem, a investigação científica conseguiu, também, identificar marcadores moleculares que estão associados ao envelhecimento e que podem ser detetados através de análises sanguíneas. Este passo permite antecipar riscos associados à menopausa.
Importa frisar que a menopausa não tem apenas impacto a nível do sistema reprodutor. Associada a esta fase normal na vida da mulher estão, também, doenças cardiovasculares, diabetes, problemas ósseos e neurodegenerativos.
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