Artigo exclusivo
Elas são metódicas, regradas, organizadas, perfeccionistas e indiscutivelmente bem-sucedidas. Referimo-nos às pessoas que escrevem listas por tudo e por nada, numa sociedade capaz de entregar a rotina ao caos. Quem o diz é a Ciência.
Tenha paciência, cara leitora, que a interminável lista de tarefas, comummente conhecidas por To Do’s, que tem em mente de nada lhe servirá se não passar ao plano escrito. Na dúvida, reflicta: quantos dos objectivos traçados mentalmente, a 31 de Dezembro, viram a luz do dia? Chegou a começar a dieta? Deixou de fumar? Mantém uma vida mais saudável? Dedicou-se mais à família, aos amigos e àquilo que gosta mesmo de fazer? Fez o trabalho solidário que tanto deseja? Dignou-se a ir ao ginásio, além do entusiasmo da primeira semana? Leu mais? Viajou? Arrumou gavetas e armários (arrumando a cabeça)? Evitou gastos desnecessários? Conseguiu libertar-se das redes sociais? E do telemóvel? Stressa-se menos? Deu início à escrita daquele livro que anda a adiar, ano após ano? Encontrou o homem da sua vida? É provável que a resposta seja "Não". Tudo porque não passou ao plano escrito. Aquele em que o abstracto se torna concreto. Aquele que, de acordo com a Ciência, é condição sine qua non para que os planos mentais deixem de ser apenas vagas ideias a perambularem pelo cérebro para se realizarem. "Quando anotamos objectivos, estamo-nos a comprometer com os mesmos de uma maneira totalmente nova, tornando-os concretos e reais", esclarece, sem pensar duas vezes, a psicóloga Paula Trigo da Roza
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