Em pleno confinamento, são expectáveis atrasos no cumprimento do Programa Nacional de Vacinação (PNV) e nos atos de prevenção extra-PNV. É fundamental que não se atrasem consultas e que não se adie a prevenção de doenças graves como o sarampo ou a meningite.
01 de março de 2021 às 08:47A deslocação física para a consulta pode causar receio, mas médicos e utentes podem optar por uma primeira conversa online. Juntos, e em consulta, definirão o plano de prevenção e a melhor altura para o utente se deslocar ao centro de saúde para o cumprir.
"Há cada vez mais pessoas a evitar deslocações. É compreensível, sobretudo numa altura em que se apela a que fiquem em casa. No entanto, sempre que possível, devemos assegurar que se conseguem manter as nossas rotinas de saúde, de forma segura. Os riscos associados à diminuição dos atos de prevenção são reais e temos de os evitar", explica Hugo Rodrigues, médico pediatra.
O último ano mostrou-nos como é fundamental investir na prevenção, seja através do PNV ou de outras medidas extra-PNV. Só assim podemos prevenir doenças como o sarampo, a tosse convulsa, o tétano ou a meningite. A Direção-Geral da Saúde reforçou no início da pandemia que, até aos 12 meses de idade, inclusive, as crianças devem cumprir atempadamente o plano recomendado, com vista à proteção precoce contra onze doenças potencialmente graves
Aos 12 meses, a prevenção contra a doença causada pelo meningococo C e contra o sarampo, papeira e rubéola é extremamente importante. Situações epidemiológicas como a do sarampo, por exemplo, não nos permitem atrasos.
Vejamos o caso da meningite meningocócica, uma infeção grave e potencialmente fatal. Qualquer pessoa a pode contrair, mas as crianças mais pequenas e os adolescentes correm maior risco. Pelo bem dos mais novos e da comunidade, devemos apostar na prevenção. Mais do que o ato individual, apostar na prevenção é um ato de proteção de todos nós.
Conteúdo patrocinado por: Pfizer
Data de preparação: 02/2021