Carnalentejana é um sucesso. Pode ser comprada em cadeias de distribuição, consumida em restaurantes, festivais e feiras. Objetivo passa agora por aumentar a oferta de bovinos alentejanos
29 de novembro de 2019 às 13:181 / 2
Criada em 1992, a marca Carnalentejana é um autêntico êxito. Atualmente, existem vários restaurantes que utilizam exclusivamente nas suas ementas a Carnalentejana, em diversas localidades do Alentejo, em Leiria, na Boavista e em Lisboa – um na Praça de Touros do Campo Pequeno e um na Rua das Flores. Existe igualmente uma hamburgueria na Universidade Nova em Carcavelos. E a marca tem ainda duas lojas: uma em Lisboa, na Praça Rainha Santa, ao Lumiar, e outra na sede em Elvas, que servem de locais de degustação da gama de produtos, de aprovisionamento de diversos restaurantes e não só.
A Carnalentejana marca também presença nos principais eventos agrícolas, como a Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, ou a Ovibeja, e nos principais festivais nacionais que têm por alvo as camadas mais jovens de consumidores.
Em relação à venda nos hipermercados, é feita de forma privilegiada nas principais cadeias de distribuição, inclusive, em algumas na sua vertente de elaborados ultracongelados.
"A nossa produção está toda vendida, pelo que pretendemos que os nossos acionistas aumentem a sua oferta de bovinos alentejanos, em linha pura, única carne que pode estender a marca da Carnalentejana, explica Fernando Albino, presidente do conselho de administração da Carnalentejana, e continua: "A próxima reforma da PAC deverá contemplar uma mais significativa importância às raças autóctones nacionais tendo em vista um aumento dos seus efetivos tão importantes à coesão territorial do interior do País, fixando as populações e ao mesmo tempo contribuindo assim para um melhor controlo das pastagens e mato naturais com a inerente diminuição dos riscos de incêndios. As vacas em regime extensivo, assim como as ovelhas e os porcos, são as nossas melhores bombeiras!"
Um pouco de história
Voltando atrás, explique-se que a marca surgiu há 27 anos para dar nome ao Agrupamento de Produtores de Bovinos da Raça Alentejana, tendo sido registada em Portugal e na Europa como detentora da Denominação de Origem Protegida da Raça Bovina Alentejana. Fernando Albino faz um balanço "muito positivo" da operação, dado que a Raça Bovina Alentejana em Linha Pura estava em 1992 em vias de extinção e hoje perdeu essa classificação, tem efetivo de 10.000 vacas reprodutoras.
O segredo do sucesso
A qualidade da carne da Raça Bovina Alentejana fica a dever-se ao território onde é criado. Este é constituído por zonas de montado de azinho e de sobro e ótimas pastagens naturais em regime extensivo, que permitem que as vacadas alentejanas se alimentem à base de produtos naturais como as bolotas, ricas em ómega 3. É este tipo de alimentação que diferencia a sua carne, a qual apresenta "características ímpares de suculência e verdadeiro sabor natural, sem recurso a qualquer tipo de hormonas e outros estupefacientes".
A Carnalentejana tem toda a qualidade, desde as peças consideradas mais nobres até às elaboradas. E gosta de inovar, pelo que todos os anos surgem novos produtos, como os mini-hambúrgueres, os croquetes e rissóis. Mas também nas embalagens, "desde a atmosfera modificada ao skin, sempre com menor recurso ao plástico praticamente já todo biodegradável, estando para breve a sua apresentação em material de cartão para substituir as embalagens de plástico".
Carne duplamente certificada
A Carnalentejana como Denominação de Origem Protegida que é, com reconhecimento europeu desde 1993, tem obrigatoriamente de recorrer aos serviços de certificação feitos por um organismo independente de controlo (O.I.C.) que neste caso é a CERTIS com sede em Évora, que certifica toda a rastreabilidade dos produtos Carnalentejana.
Fernando Albino explica que a Carnalentejana também recorre "voluntariamente aos serviços de uma outra entidade certificadora, a Lloyd’s Insurance Register, que certifica ao abrigo da Norma 9001/2015 toda a organização administrativa". Desta forma garante-se "grande transparência" na atuação dos técnicos de produção e comerciais da marca, "em articulação harmoniosa" com o departamento de qualidade.