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Alimento rico em nutrientes

A carne contém ferro, zinco, cálcio e vitaminas do complexo B. O consumo de leguminosas é uma boa opção no que diz respeito à sua substituição… mas há o caso da vitamina B12
29 de Novembro de 2019 às 14:14

A carne é rica em vários nutrientes, como ferro, zinco, cálcio e vitaminas do complexo B, que são importantes para se ter uma alimentação equilibrada. Será então que o valor nutritivo da carne pode ser encontrado noutro alimento, como vegetais, por exemplo?

A nutricionista Inês Morais refere que algumas características nutricionais da carne podem ser substituídas pela combinação de alguns alimentos, contudo existe um nutriente que apenas este alimento disponibiliza de uma forma absorvível pelo organismo: a vitamina B12. "Esta vitamina deve sempre merecer uma atenção especial, pois não é possível absorvê-la naturalmente pela ingestão de outros alimentos. A reposição desta vitamina é muito difícil, por isso, quem toma a decisão de deixar de consumir carne, em princípio, necessitará de fazer suplementação para não criar défices." Inês Morais acrescenta ainda que a vitamina B12 só é absorvida se "aplicada através de uma injeção ou nível sublingual, por isso não vale a pena tomar comprimidos de vitaminas e pensar que isso é suficiente".

Andreia Santos, por seu lado, afirma que o valor nutritivo da carne pode ser encontrado nas "leguminosas - feijão, grão, fava, lentilha e ervilha - que possuem um elevado teor proteico, embora de menor valor biológico que o das carnes". A nutricionista acrescenta ainda que as leguminosas são uma boa fonte de algumas vitaminas (B1 e B2), minerais (ferro e cálcio) e fibras alimentares.

Para Andreia Santos, uma vez que as suas proteínas são de baixo valor biológico, faltando portanto alguns dos aminoácidos essenciais que não são produzidos pelo organismo, é recomendável que "se combinem entre si vários tipos de leguminosas, conseguindo desta forma obter-se os aminoácidos em falta e proteínas completas, à semelhança das proteínas fornecidas pelos laticínios, carne, pescado e ovos".

A carne na vida (e dieta) de um desportista

Um dos debates recorrentes à volta do tema do consumo da carne envolve os atletas. Há quem defenda que um atleta de alta competição precisa da proteína animal para manter as suas performances. E há quem defenda o contrário. Inês Morais começa por referir que muita literatura já defende o aumento da quantidade de proteínas na dieta de atletas para "reparação de lesões das fibras musculares ou para um pequeno fornecimento energético durante exercícios prolongados". A proteína contida nas carnes é mais disponível para estes objetivos porque "possui todos os aminoácidos necessários ao organismo e melhor absorção de cada um deles". 

Inês Morais diz ainda que a forma de ferro (heme) encontrada nas carnes é mais bem absorvida do que a forma encontrada em vegetais (ferro não-heme). "O ferro é importante no transporte de oxigénio e a sua diminuição no sangue pode causar apatia, cansaço fácil e anemia."

Também sobre as vantagens que os desportistas têm ao consumir carne, Andreia Santos diz que no que toca às carnes vermelhas são "veículos interessantíssimos em termos de fornecimento de proteínas, ferro e zinco, os quais são nutrientes importantes para os atletas". "No entanto, desde que haja uma correta substituição não haverá qualquer tipo de problema para os desportistas", assegura.