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“Os animais e as matérias-primas produzidas na nossa empresa são todas de criação em campo”

SEL distingue-se pela qualidade de todos os seus produtos e pela forma como são concebidos. Presunto Varanegra, de porco preto do campo, é um item especial desta organização que está a comemorar 35 anos
29 de Novembro de 2019 às 13:41
Mário Arvana (dta.) ao lado do pai, Francisco Arvana, fundador da SEL
Mário Arvana (dta.) ao lado do pai, Francisco Arvana, fundador da SEL

A SEL – Salsicharia Estremocense, S.A. está a comemorar 35 anos. São três décadas e meia de história rica de uma empresa de referência no setor agroalimentar nacional. Mário Arvana, responsável pelo marketing da empresa, conta que o sucesso da SEL assenta na "qualidade da matéria-prima, na seleção dos seus animais no campo e a forma como ele é trabalhado, e juntando os melhores temperos que se podem encontrar no Alentejo, o saber-fazer". Graças a esta conjugação de fatores, consegue-se um produto de excelência. "É esse o nosso segredo."

Por se estar a falar de produtos de excelência, a SEL é a responsável pelo fabrico do presunto Varanegra, produto que dispensa apresentações. Este presunto diferencia-se dos demais que se encontram no mercado por ser de "porco alentejano e criado a campo nos montados da região". "Infelizmente, não encontramos muita concorrência – só há um ou dois players hoje a trabalhar com este tipo de animal." O responsável da SEL informa que os grandes concorrentes da SEL nesta área são os espanhóis, que querem chamar porco ibérico ao porco alentejano, mas não é igual.

Em Espanha, explica, fazem-se os cruzamentos de outros animais com o porco alentejano que dão origem ao porco ibérico. "Fazem porque têm uma indústria muito mais desenvolvida do que a nossa e com os cruzamentos há mais rentabilidade de carne magra. Tiram a gordura porque, como se sabe, o porco alentejano é rico em gordura, embora seja uma gordura saudável. Chamam-lhe porco ibérico, mas a linhagem pura somos nós aqui, no Alentejo, que temos."

Pegando na gordura boa do porco alentejano, questionámos Mário Arvana sobre quais são as vantagens de consumir o presunto Varanegra. O responsável da SEL responde que "é um produto curado e que não tem transformação". E o produto deve ser o menos transformado possível. A indústria procura cada vez mais curar o produto, com menos sal possível. "Mas o sal faz parte do processo, sendo essencial na cura e na conservação", recorda.

A tecnologia aliada à tradição

A SEL é uma empresa moderna e o seu avanço tecnológico é uma realidade como o comprova a aquisição de maquinaria. Desengane-se, todavia, quem pensa que as máquinas vão estragar uma herança preciosa que é a tradição. As máquinas servem sim para fazer o produto o mais tradicional possível, mas aliando "a inovação à rapidez do processo". Um exemplo prático: "Antigamente as pessoas atavam o presunto à mão. Nós desenvolvemos uma máquina que ata o produto como se fosse à mão, mas de forma automática. O nosso objetivo não é sair da linhagem tradicional, nem vai ser a longo prazo. A maquinaria serve para ajudar as pessoas a desempenharem as funções da melhor maneira."

Outro exemplo da modernidade da SEL é o facto de ter no mercado produtos 100% naturais, como é o caso do chouriço de carne, produzido de porco alentejano criado a campo. Este não tem conservantes nem antioxidantes, sendo feito apenas com carne de porco alentejano, água, sal, massa de pimentão e alho. "É como faziam os nossos antepassados", recorda Mário Arvana aproveitando para reforçar - após fazer uma pequena pausa - o que distingue a SEL: "Os animais e as matérias-primas produzidas na nossa empresa são todas de criação em campo", salienta. Fá-lo porque, afirma, "há empresas em que o porco preto alentejano, infelizmente, é criado intensivamente".

Além do panorama nacional, a SEL dá-se cada vez mais a conhecer a nível internacional. A empresa exporta para vários países há anos e em 2020 os seus produtos vão entrar no mercado brasileiro. Quanto ao continente norte-americano ainda não há data fixa para começar a exportar, mas já está a começar a haver conversações com empresas no Canadá e em princípio "vamos avançar com encomendas, estando tudo bem encaminhado".