A Loading Zone e o Auditório Principal são duas áreas centrais no Serviço Educativo do LGW. Vão mostrar como se fazem os videojogos e desafiar os alunos a “pôr as mãos na massa”.
10 de novembro de 2019 às 06:53A indústria dos videojogos fatura anualmente milhares de milhões de euros e ligada a ela estão várias profissões que, num futuro cada vez mais marcado pelos serviços digitais, vão ganhar forte protagonismo, mas que já hoje estão a criar oportunidades de carreira. Inclusive em Portugal.
No Lisboa Games Week deste ano, a missão da Loading Zone, um dos pontos obrigatórios no roteiro do Serviço Educativo, passa precisamente por mostrar toda a dinâmica deste ecossistema e o que de melhor se faz em Portugal nesta área, desde a formação até à comercialização.
O espaço será animado pelas apresentações de trabalhos finalistas dos alunos que, de norte a sul do País, frequentam cursos de ensino superior ligados ao universo dos jogos. Vai também acolher uma mostra de projetos nacionais em desenvolvimento, entre jogos a caminho de uma versão comercial e projetos mais focados em explorar novos modelos de interação (Art Games) e estúdios.
É um espaço para "desmistificar tudo o que está por trás de um jogo", como conta Ricardo Flores, presidente da Associação de Produtores de Videojogos, que é um dos parceiros do evento. Pretende-se "explicar a fundo as profissões do futuro" e mostrar a diversidade de equipas e competências envolvidas neste tipo de projetos, com todas as valências ali representadas, da programação ao game design, passando pela modelação 3D e outras, antecipa o responsável.
Estúdios internacionais procuram talento em Portugal
2019 tem sido um "ano de forte investimento em Portugal" na indústria dos videojogos, com estúdios internacionais a investir em empresas portuguesas ou a criarem escritórios no País e a recrutar localmente, revela Ricardo Flores, que destaca outras oportunidades de carreira a crescer no nosso país para quem escolhe formação neste domínio. "Muitos profissionais com formação em videojogos estão hoje a trabalhar noutras áreas ligadas à gamificação em grandes empresas, a criar novas experiências de cliente", exemplifica.
Para o responsável, as duas realidades confirmam que "as saídas profissionais existem, há oferta de trabalho e é por isso que estes eventos são importantes". Na verdade, ajudam a mostrar os diferentes processos e as fases na criação de jogos e as competências necessárias, "que são cada vez mais procuradas noutros contextos", remata o mesmo responsável.