‘Chicago’ é sonho antigo de Diogo Infante
Musical que já foi filme estreia quarta-feira no Teatro da Trindade, em Lisboa. É uma das maiores apostas do encenador para esta temporada.
Nos anos 20, duas mulheres americanas – Beulah Annan e Belva Gaertner – foram acusadas de matar os companheiros e, apesar das provas contra elas serem sólidas, saíram do tribunal ilibadas. Eram demasiado bonitas para serem condenadas...
A história inspirou uma peça de teatro à escritora Maurine Dallas Watkins – que acompanhou o caso enquanto jornalista do ‘Chicago Tribune’ – e, em 1926, teve uma versão cinematográfica (ainda na era do cinema mudo). Em 1975, ‘Chicago’ transformou-se num musical de sucesso e em 2002 foi novamente levado ao cinema (para arrebatar seis Óscares da Academia).
Há muito que Diogo Infante esperava uma oportunidade para assinar a sua própria versão do espetáculo. Dez anos depois de ter apresentado o musical ‘Cabaret’ no Maria Matos, o encenador regressa a este género e estreia, na quarta-feira, o seu próprio ‘Chicago’ no palco do Teatro da Trindade, em Lisboa.
"Gosto das músicas, lindíssimas, que compõem a banda sonora deste musical, mas também me interessa a crítica social que ele encerra", diz Diogo Infante. "A peça chama a atenção para uma hipocrisia jurídico-legal que não é exclusiva aos Estados Unidos: criminosos da pior espécie são tratados como vedetas num Mundo obcecado pelo mediatismo."
Os melhores dos melhores
Para levar à cena este ‘Chicago’, Diogo Infante realizou audições a nível nacional a que concorreram mais de 400 pessoas. Dessas, escolheu 80: 50 para o coro e corpo de baile; 30 para protagonistas. Diz que está muito satisfeito com o resultado.
"O elenco tem sido incrível: pelo profissionalismo, pela entrega incondicional, pela energia que tem imprimido ao espetáculo... Temos vivido um ambiente realmente contagiante de entusiasmo e partilha, que agora queremos que chegue até ao público", conclui o encenador.
‘Chicago’
De: Fred Ebb e Bob Fosse
Música: John Kander
Encenação: Diogo Infante
Com: Gabriela Barros, Soraia Tavares, Miguel Raposo, José Raposo, Catarina Guerreiro e outros
Direção musical: Artur Guimarães
Coreografia: Rita Spider
Cenografia: F. Ribeiro
Figurinos: José António Tenente
Luz: Paulo Sabino
Som: Nelson Carvalho
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