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Apito Dourado: Arguido contradiz MP

João Mesquita, assessor de 2ª categoria da arbitragem profissional, assegurou esta terça-feira que até ao fim do Processo Apito Dourado “irá provar que a conversa que tiveram com ele não tem o sentido que lhe deu o Ministério Público” (MP).<br/>

29 de abril de 2008 às 19:50

O assessor (avaliava os observadores dos árbitros) está acusado de um crime de corrupção activa. Em causa está a classificação atribuída pelo arguido ao árbitro António Ramos Eustáquio, alegadamente a pedido do também arguido Luís Nunes. O MP sustenta a acusação na transcrição de escutas telefónicas.

No Tribunal de Gondomar, João Mesquita afirmou que “claramente não foi combinado. Nunca disse ao Luís Nunes que lhe dava aquele valor (42 pontos).

O assessor admitiu que “a conversa existiu”, mas que não foi transcrita na íntegra, o que terá dado origem a uma interpretação errada por parte do MP.

Quanto à arbitragem, João Mesquita defendeu que “Eustáquio era um bom árbitro e naquele jogo (Lousada-Gondomar) fez uma boa arbitragem”. 

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