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Assembleia Municipal do Porto aprova orçamento com oposição a criticar "continuidade"

Discussão foi longa e contou com a intervenção de todos os grupos municipais.
Lusa 12 de Dezembro de 2017 às 04:57
Câmara Municipal do Porto
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A Assembleia Municipal do Porto aprovou o orçamento para 2018, no valor de 257,4 milhões de euros, o que representa um aumento de 5,4% relativamente a 2017, com a oposição a criticar um "orçamento de continuidade".

Numa discussão longa, com a intervenção de todos os grupos municipais, os documentos previsionais de gestão para o ano de 2018 foram aprovados com 22 votos a favor, seis contra e 17 abstenções.

A maioria da oposição foi unânime em classificar o orçamento como "de continuidade", frisando que o atual executivo municipal, liderado pelo independente Rui Moreira, vai executar o que prometeu no anterior mandato.

Em representação do PS, Pedro Braga Carvalho, explicou que o partido se absteve na votação porque o orçamento não traz nada de novo ou substancialmente diferente, acusando Rui Moreira de não saber ouvir a cidade.

"Não é um orçamento com e de futuro", afirmou, sublinhando que "há uma completa omissão" relativamente ao problema da habitação.

Na resposta, o autarca disse que o socialista ainda não percebeu que o Porto votou em si, sustentando que, de facto, não vai haver descontinuidade porque quando se apresentou às eleições revelou ao que vinha.

Ao justificar o voto contra, a deputado do BE Susana Constante Pereira referiu que o orçamento é "poucochinho" para o Porto e menos ainda para as pessoas, não trazendo nada de novo.

"Não responde aos problemas da cidade", frisou, salientando que sobre saúde "nem uma linha" se lê no documento.

Na mesma linha, a CDU, que votou contra, sustentou que o orçamento que não está à altura das necessidades das populações.

O deputado Rui Sá frisou que o executivo vai executar o que prometeu no mandato anterior, não fazendo qualquer referência à questão da limpeza ou do bairro do Aleixo.

Por seu lado, o social-democrata Luís Osório criticou o aumento da receita corrente e o aumento da despesa.

Nas questões ambientais, a eleita pelo PAN Bebiana Cunha congratulou o executivo de Rui Moreira pela sua preocupação pela sustentabilidade.

Perante as críticas, o deputado do movimento Rui Moreira André Noronha explicou que este orçamento é o "orçamento da formiga", de quem tem as contas em dia.

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