O presidente da Câmara, Ricardo Rio, lembrou que em causa estão precisamente os mesmos feirantes que têm contestado publicamente a transferência provisória da feira do mercado para junto do estádio.
O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, denunciou hoje a presença ilegal, no domingo, de comerciantes de vestuário e calçado na "feira dos passarinhos", que se realiza junto ao estádio municipal.
Na reunião do executivo, Rio lembrou que em causa estão precisamente os mesmos feirantes que têm contestado publicamente a transferência provisória da feira do mercado para junto do estádio, alegando falta de rentabilidade por se tratar de um local periférico.
"Ao domingo, pelos vistos, já acham que é vantajoso. Se o é ao domingo, também o será à quinta ou sábado", referiu Ricardo Rio.
A questão da relocalização do mercado da feira foi hoje novamente levada a reunião do executivo, através do vereador do PS Artur Feio, que afirmou que a transferência para a zona do estádio municipal vai "matar" aquele negócio.
Artur Feio apelou ao diálogo entre a câmara e os feirantes, para se encontrar uma localização mais pacífica
Na resposta, o presidente da câmara, Ricardo Rio, eleito pela coligação PSD/CDS/PPM, disse que diálogo sempre houve, mas reafirmou que a feira vai mesmo decorrer junto ao estádio até a pandemia passar, por não haver condições de distanciamento no local de origem, nas imediações do mercado.
Quanto à alegada morte do negócio, Rio referiu que os mesmos feirantes que contestam a relocalização estavam no domingo a vender "ilegalmente" vestuário e calçado precisamente junto ao mercado municipal, onde apenas deveria decorrer a "feira dos passarinhos".
Em causa estão cerca de 100 feirantes, do ramo do vestuário e calçado, que operam aos sábados e às quintas-feiras.
A feira realizava-se nas imediações do mercado municipal, mas foi transferida provisoriamente para a alameda do estádio municipal, por razões sanitárias decorrentes da pandemia de covid-19.
Os feirantes contestam a nova localização, dizem que fica longe do centro da cidade e que ali não fazem negócio, pelo que não têm comparecido aos sábados e quintas-feiras.
Já efetuaram algumas concentrações frente aos Paços do Concelho e promoveram um abaixo-assinado, que reuniu cerca de 1.300 assinaturas, mas a câmara mantém-se irredutível.
O autarca disse ainda que a fiscalização municipal vai atuar, se a situação se repetir.
Para Ricardo Rio, o local junto ao estádio tem "todas as condições" de acessibilidade, distanciamento e segurança, dispondo ainda de "sombra".
Já o PS considera que aquela localização vai significar a morte do negócio.
"Todos percebemos que lhes matará e arruinará o negócio", sublinhou o socialista Artur Feio, apelando ao diálogo.
Segundo Feio, é "difícil de entender" como é que a feira não pode decorrer junto ao mercado, face ao que se passa em municípios vizinhos, como Guimarães, Famalicão, Ponte de Lima ou Ponte da Barca.
Rio reiterou que a feira não pode, em tempos de pandemia, continuar a realizar-se junto ao mercado.
"Até a pandemia passar, não há condições sanitárias", rematou.
VCP // LIL
Lusa/Fim
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