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Correio da Manhã

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Governo moçambicano reforça fiscalização na distribuição de alimentos

Diretora-geral do INGC apelou aos moçambicanos para que denunciem casos de desvios de donativos.
2 de Abril de 2019 às 15:33
Moçambique atingido por ciclone Idai
Moçambique atingido por ciclone Idai
Imagens mostram dimensão da tragédia provocada pelo ciclone Idai
Imagens mostram dimensão da tragédia provocada pelo ciclone Idai
Moçambique atingido por ciclone Idai
Moçambique atingido por ciclone Idai
Imagens mostram dimensão da tragédia provocada pelo ciclone Idai
Imagens mostram dimensão da tragédia provocada pelo ciclone Idai
Moçambique atingido por ciclone Idai
Moçambique atingido por ciclone Idai
Imagens mostram dimensão da tragédia provocada pelo ciclone Idai
Imagens mostram dimensão da tragédia provocada pelo ciclone Idai
O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) moçambicano anunciou que vai reforçar a fiscalização na distribuição de alimentos às comunidades afetadas pelo ciclone Idai, quando aumentam denúncias de desvios de donativos.

De acordo com a diretora-geral do INGC, Augusta Maita, o Governo moçambicano vai ser apoiado pelas equipas do Programa Alimentar Mundial (PAM).

"Nós estamos a trabalhar e ao nível da reunião de coordenação chegámos à conclusão de que por causa do histórico que temos e por causa da fase, que é mais de assistência alimentar, a organização que tem mais condições de nos apoiar, sobretudo também por causa da experiência logística que tem, é o PAM. Então, nós estamos já trabalhar com o PAM nesse sentido", disse Augusta Maita, citada esta terça-feira pelo diário Notícias.

A diretora-geral do INGC apelou aos moçambicanos para que denunciem casos de desvios de donativos, considerando que a assistência às populações afetadas tem sido um "processo absolutamente complexo".

"Ajudem-nos a monitorar, ajudem-nos a controlar, ajudem-nos a vigiar e deem-nos informação concreta sobre se há elementos de prova que digam que as pessoas estão a roubar, que é para nós agirmos", concluiu.

O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabué a 14 de março.

O número de mortos provocados pelo ciclone Idai e as cheias que se seguiram subiu para 598, anunciaram esta terça-feira as autoridades moçambicanas.

O número de pessoas afetadas pelo ciclone Idai em Moçambique subiu, relativamente ao último balanço, de 843.723 para 967.014, o que corresponde a 195.287 famílias.

O grupo de pessoas afetadas inclui todas aquelas que perderam as casas, precisam de alimentos ou de algum tipo de assistência.

As autoridades atualizaram também o número de casas totalmente destruídas que ascende agora a 62.153, 34.139 parcialmente destruídas e 15.784 inundadas, sendo que a maioria são habitações de construção precária.
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