Juntou-se à campanha "Vamos pôr o Sequeira no lugar certo".
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deu esta quarta-feira um contributo pessoal de 150 euros para a compra pelo Museu Nacional de Arte Antiga do quadro de Domingos Sequeira "A Adoração dos Magos", de 1828.
"Apetecia-me dar muito mais, mas pensei na situação de muitos portugueses - o que ganham em pensões, em reformas e em salários mínimos - e dei 150 euros, para precisamente não poder ser acusado de ferir a suscetibilidade muitos, muitos portugueses", declarou o chefe de Estado aos jornalistas, no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.
Marcelo Rebelo de Sousa juntou-se assim à campanha de angariação de fundos "Vamos pôr o Sequeira no lugar certo", salientando que aquele "contributo modesto" não era do Presidente da República, mas "do cidadão titular do órgão de soberania".
No entanto, não excluiu que se possa "ir mais além", se for necessário, dentro das possibilidades da Presidência da República.
Antes, numa curta intervenção, o Presidente elogiou o trabalho de António Filipe Pimentel como diretor do Museu Nacional de Arte Antiga e apoiou a atribuição de "um estatuto jurídico próprio" a esta instituição, que lhe dê "melhores condições administrativas e financeiras", pedindo que isso "não tarde".
Esta foi a terceira iniciativa em que Marcelo Rebelo de Sousa esteve esta quarta-feira, sem intervalos, e a quarta vez que falou aos jornalistas, num dia que começou às 12h00, com uma visita à Microsoft Portugal, em Lisboa, onde entregou à Talkdesk o prémio de 'startup' do ano.
O secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, também participou nesta visita, que durou perto de duas horas e na qual esteve presente o ex-diretor de campanha do Presidente da República, Pedro Duarte, que é diretor de Assuntos Jurídicos e Relações Institucionais da Microsoft Portugal.
Numa curta intervenção, o chefe de Estado referiu-se ao nascimento de novas empresas como "uma revolução silenciosa" que está a mudar a realidade económica e financeira do país e afirmou que Governo e Presidente estão unidos na aposta nas 'startups'. Em seguida, percorreu um espaço onde estavam expostas dezenas de bancas de empresas recém-criadas, parando em cada delas para conhecer a sua história, e prestou por duas vezes declarações à comunicação social.
Da Microsoft Portugal, o Presidente seguiu diretamente para a Escola Secundária Eça de Queirós, também em Lisboa, onde esteve acompanhado pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, a participar na campanha "E se fosse eu? Fazer a mochila e partir", que levou alunos de todo o país a mostrar o que levariam consigo se tivessem de fugir da guerra.
Nesta escola, Marcelo Rebelo de Sousa discursou num auditório cheio de alunos sobre a situação dos refugiados, visitou as instalações e voltou a falar aos jornalistas, antes de seguir para o Museu Nacional de Arte Antiga.
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