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Pavão dos Santos junta poemas em português que Amália cantou

Obra 'O Fado da Tua Voz - Amália e os Poetas' é apresentada dia 8 de novembro no Teatro Nacional D. Maria II
Lusa 30 de Outubro de 2014 às 09:20
"O poeta que Amália mais cantou foi ela própria, tenho registado mais de 50 poemas de sua autoria", realçou Pavão dos Santos
'O poeta que Amália mais cantou foi ela própria, tenho registado mais de 50 poemas de sua autoria', realçou Pavão dos Santos FOTO: Agência Lusa

Amália Rodrigues cantou poemas de D. Dinis a Carlos Paião, disse esta quinta-feira à Lusa Vítor Pavão dos Santos, que coligiu numa obra, que será apresentada em novembro, "todos os poetas de Língua Portuguesa que [a fadista] interpretou".

A obra, intitulada 'O Fado da Tua Voz - Amália e os Poetas', num total de 872 páginas, é apresentada no dia 8 de novembro no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.

O autor, Pavão dos Santos, historiador, biógrafo da fadista, primeiro diretor do Museu do Teatro, referiu-se ao livro como a "obra de uma vida" que traz à luz poetas que Amália Rodrigues, falecida há 15 anos, cantou e gravou, e que "nem se suspeitava". Entre eles, o historiador do teatro referiu Mário de Sá-Carneiro e Almeida Garrett.

"Todavia, o poeta que Amália mais cantou foi ela própria, tenho registado mais de 50 poemas de sua autoria que gravou", realçou Pavão dos Santos.

O investigador salientou à Lusa que a obra "não é uma mera antologia de poemas que Amália cantou, há uma contextualização, fala-se dos poetas".

Obras de referência

Por outro lado, autor de duas obras de referência sobre Amália - 'Amália, uma Biografia' (1987) e 'Amália, Uma estranha forma de vida' (1992) - Pavão dos Santos afirmou que, para este título, procedeu "a uma nova pesquisa documental", tendo reatado outros testemunhos da fadista sobre os seus poetas e as escolhas de repertório feitas.

Vítor Pavão dos Santos realizou uma investigação minuciosa às gravações de Amália Rodrigues, existentes na discográfica Valentim de Carvalho. "Algumas foram dadas a ouvir pela primeira vez por Frederico Santiago", investigador que prepara um CD de inéditos da fadista, gravados em meados da década de 1950.

"A Valentim de Carvalho está a abarrotar de inéditos, há muita coisa que Amália gravou e não se conhece. Então marchas de Lisboa são imensas. O que há, é como a arca de [Fernando] Pessoa", declarou o investigador, que fez parte da comissão organizadora do Museu do Traje e que propôs a criação do Museu do Teatro, no final da década de 1970.

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