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MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

'Os Órfãos de Brooklyn': detetive perturbado em busca de respostas para o crime

Filme é produção de época passada nos anos de 1950, nas ruas escuras de Nova Iorque.

20 de novembro de 2019 às 10:27

Desde que apareceu de rompante num papel dúplice em ‘A Raiz do Medo’ (1996), e que lhe valeu logo uma nomeação para o Óscar de Ator Secundário, Edward Norton tornou-se um dos mais talentosos da sua geração. O requinte em composições arriscadas volta agora em ‘Os Órfãos de Brooklyn’, filme já em exibição.

Além de acumular as funções de realizador, Norton é o rosto principal de uma intriga que deve muito, na estrutura e no ambiente cénico, ao género do ‘film noir’. Ele é Lionel Essrog, funcionário de uma agência de detetives que tem a particularidade de sofrer de síndrome de Tourette, a doença neurológica que o leva a trejeitos constantes, tiques e ainda a pronunciar palavras sem controlo. Algo ainda mais incompreendido no universo agitado da Nova Iorque de 1950, com lutas de poder, crime e tensões raciais.

Este imponderável protagonista vai querer perceber os contornos da morte do seu mentor e amigo (breve presença de Bruce Willis), embarcando numa jornada tumultuosa que o conduz às lutas de egos na malha urbana de Brooklyn, mas também aos bares noturnos de jazz e a ruelas escuras.

Meticulosa enquanto produção de época (o nível de detalhe na reconstituição é de assinalar), a obra ergue-se no registo do policial clássico, género cada vez mais raro na oferta que tem conseguido chegar às salas de cinema. Objeto cuidadoso e bem urdido, o filme, produzido pela Warner, deve muito à tradição das tramas de gangsters, ainda que, a espaços, seja algo moroso e com guinadas demasiado óbvias no rumo da ação.

Quase 20 anos após a comédia romântica ‘Sedutora Tentação’ (1999), Edward Norton repete o cargo de realizador e autodirige-se com bons resultados. É também dele a autoria do argumento, que adapta a obra literária de Jonathan Lethem. Embalado por uma banda sonora de jazz, o filme contempla ainda ‘Daily Battles’, uma graciosa balada original, cantada por Thom Yorke, voz dos Radiohead.

OUTRAS ESTREIAS

‘Le Mans 66: O Duelo’

Christian Bale é o condutor e Matt Damon o criador de carros de corrida, nesta agitada aventura sobre rodas, que assenta na competição ‘24 Horas de Le Mans’, de 1966, e no despique entre a Ferrari e a Ford. A paixão pela modalidade e a tensão assente numa história verídica são os trunfos desta obra dirigida pelo realizador James Mangold.

‘Missão Yeti: Em busca do Homem das Neves’

Numa altura em que ainda está em exibição o terno ‘Abominável’, chega às salas de cinema portuguesas uma nova animação centrada no mito da criatura ‘yeti’, habitante disforme de paisagens geladas. Desta vez, uma detetive e um antropólogo juntam-se a um filantropo para uma expedição carregada de riscos.

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