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Trump defende negociação de novo tratado comercial com o Japão

Presidente dos EUA diz que comércio com aquele país "não é justo nem aberto, não é livre nem recíproco".
Lusa 6 de Novembro de 2017 às 03:26
Donald Trump no Japão
Donald Trump no Japão
Donald Trump no Japão
Donald Trump no Japão
Donald Trump
Donald Trump no Japão
Donald Trump no Japão
Donald Trump no Japão
Donald Trump no Japão
Donald Trump
Donald Trump no Japão
Donald Trump no Japão
Donald Trump no Japão
Donald Trump no Japão
Donald Trump

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se encontra em viagem no Japão, defendeu esta segunda-feira a negociação de um novo tratado comercial com o país, após "muitas décadas" de "gigantesco défice comercial".

Durante um encontro com líderes empresariais japoneses e norte-americanos, Trump afirmou que o comércio dos Estados Unidos com o Japão "não é justo nem aberto (...) não é livre nem recíproco" e defendeu que tal seja "novamente negociado" de "forma amigável".

O Presidente norte-americano lamentou que os Estados Unidos sofram com uma situação de "gigantesco défice comercial" de quase 70 mil milhões de dólares (60 mil milhões de euros" anuais, com a qual "o Japão ganhou durante muitas décadas".

Neste sentido, recordou que milhões de carros japoneses são vendidos no seu país todos os anos, mas não há praticamente nenhum veículo norte-americano a ser vendido no Japão.

Em relação à saída dos Estados Unidos do Acordo Transpacífico de Cooperação Económica (TPP), Trump defendeu a decisão.

"Teremos mais comércio, como nunca teríamos com o TPP", afirmou perante executivos de empresas japonesas como Nissan, Honda, Maza e Mitsubishi, e também norte-americanas como a Boeing e a Morgan Stanley.

O Presidente dos Estados Unidos chegou no domingo ao Japão, a primeira paragem de uma viagem pela Ásia, que o levará também à Coreia do Sul, China, Vietname e Filipinas.

Após a reunião com os empresários, Trump e a primeira-dama assistiram a uma cerimónia de boas-vindas e encontraram-se com os imperadores do Japão, Akihito e Michiko.

Trump diz que comércio entre EUA e China deve ser "justo" e "recíproco"
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que o comércio entre o seu país e a China deve ser "justo" e "recíproco", depois de "durante décadas as relações comerciais terem sido muito injustas.

Trump falava numa conferência de imprensa, em Tóquio, ao lado do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, na sua primeira paragem de um périplo pela Ásia que inclui a China.

"O nosso défice comercial é massivo, de centenas de milhões de dólares por ano. Isto deve reduzir-se", afirmou Trump.

Trump promete colaborar com Japão para resgatar sequestrados
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se hoje, em Tóquio, com familiares de japoneses sequestrados pela Coreia do Norte entre 1977 e 1983 e comprometeu-se a trabalhar "estreitamente" com o executivo japonês "para os trazer de volta".

Trump definiu como uma "desgraça tremenda" o sequestro destes japoneses, que foram obrigados a trabalhar para o regime norte-coreano como professores de língua e cultura japonesa, dentro do programa de espionagem do país vizinho.

No encontro de hoje participaram 16 familiares de sequestrados e também uma das pessoas que foram levadas à força para a Coreia do Norte, mas que acabou por ser devolvida em 2002, juntamente com outros quatro japoneses.

"Ouvimos muitas histórias tristes dos sequestrados pela Coreia do Norte e vamos trabalhar com Abe para os trazer de volta. Passaram por demasiado", lamentou o Presidente norte-americano.

O Japão afirma que durante seis anos pelo menos 17 japoneses (incluindo cinco que regressaram) foram sequestrados pela Coreia do Norte para dar aulas de cultura e língua no âmbito do programa de formação de espiões.

O esclarecimento destes casos e o regresso dos sequestrados que continuam a viver na Coreia do Norte é uma das prioridades políticas do Governo liderado por Shinzo Abe.

Trump foi o primeiro Presidente norte-americano a mencionar o tema durante a intervenção na Assembleia Geral da ONU, depois de ficar "comovido" com o relato dos familiares sequestrados que visitaram Washington em setembro, segundo fontes da Casa Branca.

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