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Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

A grande ambição de Paulo Veiga é colocar a EAD na Bolsa

Dentro de três a cinco anos, quando atingir uma faturação na ordem dos 50 milhões de euros, a bolsa é o horizonte. “Os alvos identificados são muito grandes, desde que existam parceiros financeiros”, refere Paulo Veiga

11 de maio de 2026 às 09:39

Em 1991, Paulo Veiga era estudante no ISEG quando, num estágio pela AIESEC, associação internacional de estudantes de economia e finanças, em Madrid, descobriu o modelo de outsourcing de arquivo. Viu uma oportunidade de negócio, uma vez que, com as alterações fiscais introduzidas entre 1986, data de entrada na Comunidade Económica Europeia, e 1989, que abrangeram o IVA, o IRC e as sociedades comerciais, os prazos de conservação dos documentos das empresas e dos organismos públicos passaram de cinco para dez anos.

“Ao mesmo tempo, no início dos anos 90, o preço por metro quadrado, pela primeira vez, nos grandes centros urbanos, explodiu”, recorda Paulo Veiga, CEO do Grupo EAD, a Miguel Frasquilho, no programa Economia Sem Fronteiras, no canal Now.

Em maio de 1993, nasceu a Empresa de Arquivo de Documentação (EAD), fundada com mais dois colegas de faculdade, e, meses depois, arrendaram o primeiro armazém, no Barreiro. Hoje, trabalham para blue chips, empresas cotadas e grandes multinacionais, desde a banca às utilities e telecomunicações, bem como para muitos organismos do Estado e do setor público e, cada vez mais, para PME.

Aquisições e tecnologia

A EAD tem vindo a aumentar o seu volume de negócios tanto através de aquisições como por crescimento orgânico. “O que aprecio é olhar para boas oportunidades. Se me apresentam uma empresa com um determinado potencial e que, na nossa oferta de produtos e serviços, encaixa bem, olho para ela com toda a atenção”, refere Paulo Veiga.

Mas, por outro lado, “se a nossa equipa de investigação e desenvolvimento nos propõe usar RPA (Robotic Process Automation) ou programar com o Codex, abraço todas essas iniciativas. Hoje, o importante, quando estamos rodeados de pessoas melhores do que nós, é deixá-las brilhar, porque nós brilharemos no fim”, afirma. Justifica que é a inovação e o acompanhamento da evolução da internet e das novas tecnologias que permitem o crescimento orgânico.

A sua grande ambição é realizar um IPO do Grupo EAD em bolsa, dentro de três a cinco anos, quando atingir uma faturação na ordem dos 50 milhões de euros. “Os alvos identificados são muito grandes, desde que existam parceiros financeiros”, considera Paulo Veiga.

Pessoas e cultura de empresa

Os resultados do Grupo EAD, medidos pelo EBITDA, cresceram de quase 2 milhões de euros, em 2019, para 3,8 milhões de euros, em 2024, um crescimento de cerca de 90%, tendo em 2025 registado uma ligeira queda para 3,1 milhões de euros. Paulo Veiga explica esta descida com decisões de gestão, nomeadamente o alinhamento das equipas e das carreiras após as aquisições, o que se refletiu em despesas extraordinárias. O número de colaboradores aumentou 235% entre 2019 e 2025, passando de 97 para 325, dos quais 13% em Espanha.

“Foi uma decisão de gestão, não um problema operacional. Aliás, o primeiro trimestre deste ano já confirmou o nosso orçamento de 4 milhões de euros”, explica Paulo Veiga, acrescentando que “controlamos muito bem os nossos rácios de dívida e EBITDA e, portanto, podemos alavancar-nos na banca para realizar integrações, quer operacionais, quer de upselling e cross-selling na Ibéria”.

Paulo Veiga cita ainda um antigo gestor da IBM, que dizia que a empresa, das 18h às 9h, não valia nada. “Entre as 9h e as 18h, vale muito, e o que faz essa diferença são as pessoas. A nossa missão é tratá-las bem, gerir as suas expectativas, premiá-las e dar-lhes oportunidades de crescimento e de carreira”. Por isso, a EAD tem uma equipa de seis pessoas dedicada à gestão de pessoas. Salienta ainda que procuram “aprender com as culturas das empresas que compramos, porque a nossa cultura não é perfeita. Nunca vamos agradar a todos, mas queremos agradar à maioria, e isso temos conseguido. Repare que nem a Covid-19 teve impacto, quer nas receitas, quer no EBITDA”, asseverou Paulo Veiga.

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