Atores preocupados com fecho do Teatro Maria Vitória

Câmara está prestes a abrir concurso para as obras de recuperação da histórica sala de espetáculos mas não há qualquer previsão para a reabertura.

14 de março de 2026 às 01:30
Teatro Maria Vitória Foto: Rui Gageiro
Parque Mayer, Teatro Maria Vitória, revista à Portuguesa, Hélder Costa, 'Lisboa: Amor Perfeito' Foto: Bruno Colaço
Teatro Maria Vitória Foto: Duarte Roriz

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O Teatro Maria Vitória, em Lisboa, a única sala onde se faz a tradicional revista à portuguesa, está encerrado desde a tempestade do dia 10 de fevereiro e assim vai continuar por tempo indeterminado. Cerca de 50 atores da companhia e equiupa técnica estão parados.

A notícia foi confirmada ao CM pelo produtor e arrendatário do espaço, Hélder Freire Costa. “O terreno deve ter cedido e partiu-se um vigamento. Caiu uma parte do telhado e do tecto, o que pôe em risco a segurança das pessoas”, disse. Esse foi o resultado da avaliação feita por peritos da Câmara Municipal de Lisboa, proprietária da sala, logo após o acidente. “De imediato a Câmara acionou tudo o que era necessário para que peritos avaliassem os estragos e os riscos reais. Houve logo muita preocupação e urgência por parte do município, mas o problema é que as obras têm de ser estruturais. O teatro tem 102 anos. Não se resolve com um 'penso rápido'. Epara as fazer é preciso seguir os trâmites legais: abrir concurso, receber candidaturas, analisar propostas, adjudicar a obra. A câmara prometeu toda a celeridade, mas são processos que demoram. Não sabemos quando vamos voltar ao palco”, lamenta o ator, músico e autor Miguel Dias, há 10 anos a trabalhar no Maria Vitória.

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Como ele, outras 50 pessoas não sabem quando voltam a trabalhar. “O Hélder Freire Costa ainda conseguiu pagar à companhia o resto do mês de fevereiro e a câmara está a estudar uma forma de ressarcir as pessoas. Mas a nossa grande preocupação é quanto tempo vai demorar até à reabertura”, confessou. Ontem mesmo, a atriz Patrícia Candoso (que estava em cena no Maria Vitória com a revista ‘Pára, que é Urgente’), deu conta da sua frustração nas redes sociais: “Já fez um mês. Naquele domingo despedimo-nos do público com um simples ‘até quinta’, mas essa quinta nunca chegou”.

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