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Teatro Maria Vitória em Lisboa está com atividade suspensa após danos no edifício provocados pelo mau tempo

Câmara Municipal de Lisboa está a acompanhar a situação.

25 de fevereiro de 2026 às 23:11

O Teatro Maria Vitória, no Parque Mayer, em Lisboa, está com a atividade suspensa, após danos provocados pelas recentes intempéries, situação acompanhada pela Câmara Municipal na realização de obras, disse esta quarta-feira o vereador da Cultura.

"A Câmara Municipal de Lisboa está a acompanhar, desde a primeira hora, esta ocorrência", afirmou o vereador da Cultura, Diogo Moura (CDS-PP), na reunião pública do executivo camarário, referindo que o município está a trabalhar com o Teatro Maria Vitória, envolvendo a área das Obras Municipais, para que "no menor curto espaço de tempo possível" se possam reabrir as portas deste espaço cultural no centro da cidade.

A situação do Teatro Maria Vitória, que celebrou 100 anos em 2022, foi trazida a público pelo BE através de um voto de solidariedade para com a direção deste espaço cultural, trabalhadores, artistas e público afetados pela suspensão da atividade, tendo o documento sido viabilizado por unanimidade.

De acordo com o voto do BE, o edifício do teatro "sofreu prejuízos significativos, nomeadamente ao nível do telhado", comprometendo as condições de segurança necessárias para a realização de espetáculos e para a permanência de público, artistas e equipas técnicas, pelo que "foi determinado o encerramento temporário do teatro, como medida responsável para salvaguardar a segurança de todos".

Além de expressar solidariedade, o voto reconhece "a relevância histórica, cultural e comunitária do Teatro Maria Vitória e o seu papel central no Parque Mayer e na vida cultural da cidade", e manifesta apoio institucional ao processo de recuperação do edifício, apelando a que as obras necessárias decorram "com a maior urgência e com pleno acompanhamento municipal".

O vereador da Cultura reforçou que se pretende que o Teatro Maria Vitória volte a funcionar em breve, "dentro daquilo que é o excelente trabalho" que tem desenvolvido na cidade de Lisboa.

Diogo Moura aproveitou ainda para falar da situação do Hot Clube de Portugal, o mais antigo clube de jazz de Portugal, lembrando que a Câmara cedeu, em 2024, um edifício na Praça da Alegria e, em 2025, fez a atribuição de um apoio financeiro para a realização de obras, no valor de cerca de 240 mil euros, e, "neste momento, estão a ser desenvolvidas obras estruturais quer de consolidação de paredes quer de cobertura", adiantando que o clube continua a manter a sua atividade noutros espaço, com o acompanhamento e apoio do município.

Nesta reunião, por proposta do presidente da Câmara, Carlos Moedas (PSD), e do vereador da Cultura, foi aprovada a atribuição da Medalha Municipal de Mérito Cultural ao fotógrafo e escritor António Homem Cardoso, "autor de mais de cem publicações", fotógrafo da Casa Real Portuguesa e que foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique em janeiro de 2023.

A proposta foi votada por voto secreto e acolheu os votos a favor dos 17 membros do executivo municipal, revelou o presidente da Câmara, referindo que a Medalha "será entregue brevemente" a António Homem Cardoso.

Com a abstenção do PCP, a Câmara aprovou uma proposta do vereador da Educação, Rodrigo Mello Gonçalves (IL), para a atribuição de um apoio financeiro à Top Talks - Associação Portuguesa de Oratória, no montante global de 6.840 euros, para a execução do projeto TOP - Torneio de Oratória Português entre janeiro e abril deste ano, suportar parte das despesas de cada um dos seis 'workshops', a semifinal do torneio e a grande competição final.

Atualmente, a Câmara de Lisboa é presidida pelo reeleito Carlos Moedas (PSD), que não conseguiu maioria absoluta, mas conquistou-a depois ao integrar na governação da cidade uma vereadora que se desfiliou do Chega.

Além de oito eleitos de PSD/CDS-PP/IL (incluindo o presidente) e de uma independente ex-Chega, entre os 17 membros que compõem o executivo municipal há quatro vereadores do PS, um do Livre, um do BE, um do PCP e um do Chega.

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