"Banzo" e "O Riso e a Faca" candidatos a prémios de Melhor Filme Ibero-americano

Longas-metragens foram indicadas pela Academia Portuguesa de Cinema para representar Portugal.

13 de abril de 2026 às 19:52
Cinemas Foto: Pixabay
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As longas-metragens "Banzo", de Margarida Cardoso, e "O Riso e a Faca", de Pedro Pinho, foram indicadas pela Academia Portuguesa de Cinema para representar Portugal na categoria de Melhor Filme Ibero-americano dos prémios Ariel, Otelo e Sur.

O filme "Banzo" foi selecionado para o Prémio Ariel, atribuído pela Academia Mexicana de Artes e Ciências Cinematográficas, e para o Prémio Sur, da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Argentina.

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Para o Prémio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais, foi escolhido "O Riso e a Faca".

"Banzo", escrito e realizado por Margarida Cardoso, é uma ficção de época, passada em 1907 numa ilha tropical africana, que retrata a relação violenta entre colonos portugueses e habitantes locais negros em trabalho escravo.

No filme, o ator Carloto Cotta interpreta um médico da metrópole enviado para a ilha, para curar um grupo de escravos negros que estão a morrer por causa de uma profunda tristeza.

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A palavra "banzo" significa a "nostalgia dos escravizados", dos que foram forçados a sair de África para trabalhar em plantações no Brasil e sentiam-se deslocados e com saudades de casa. No fundo, "uma nostalgia que era uma depressão", como explicou Margarida Cardoso em entrevista à agência Lusa, em 2024.

Com 14 nomeações, incluindo a de Melhor Filme, "Banzo" lidera as nomeações para os Prémios Sophia 2026 da Academia Portuguesa de Cinema, que serão entregues em 15 de maio.

A longa-metragem já foi distinguida por festivais como IndieLisboa e Caminhos do Cinema Português, de Coimbra.

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"Banzo" é uma produção da companhia Uma Pedra no Sapato, em coprodução com as franceas Les Films de l'Après-midi e Damned Films, e ainda com a neerlandesa Baldir Film.

"O Riso e a Faca", segunda longa-metragem de ficção de Pedro Pinho, foi candidato aos Goya 2026 - prémios espanhóis de cinema - de melhor filme europeu e aos prémios europeus de cinema de 2026 da Academia Europeia de Cinema.

Com Sérgio Coragem, Cléo Diára e Jonathan Guilherme no elenco, o filme estreou-se em maio do ano passado no Festival de Cinema de Cannes, em França, valendo à atriz um prémio de representação na secção "Un Certain Regard". O filme foi também distinguido em festivais como os de Valladolid, Montreal e Caminhos do Cinema Português.

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Para os Prémios Sophia 2026, a longa-metragem de Pedro Pinho soma seis nomeações, incluindo a de Melhor Filme.

Também produzido por Uma Pedra no Sapato, com a Terratreme Filmes, "O Riso e a Faca" conta com a coprodução da Bubbles Project, do Brasil, Still Moving, de França, e De Film, da Roménia.

O Prémio Grande Otelo, de acordo com a Academia Portuguesa de Cinema, é "a mais importante [distinção] do setor audiovisual no Brasil", à semelhança do Prémio Ariel, do México, que, "desde 1947, {distingue] a excelência artística e técnica das produções cinematográficas, assumindo-se como uma referência no contexto cinematográfico latino-americano".

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Quanto aos Prémios Sur, da Argentina, "distinguem obras cinematográficas de destaque no universo ibero-americano, promovendo o intercâmbio cultural e a valorização das cinematografias de língua portuguesa e espanhola".

"Através destas indicações, a Academia Portuguesa de Cinema sublinha a diversidade, consistência e vitalidade da produção cinematográfica nacional, bem como o crescente reconhecimento internacional dos seus autores e obras", conclui o comunicado da Academia Portuguesa de Cinema.   

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