Morreu a fadista Maria João Quadros aos 73 anos
Nascida em Moçambique em 1950 tem vários discos editados e realizou inúmeros espetáculos, nomeadamente na sua casa de fados em Lisboa, a Casa da Mariquinhas.
A fadista Maria João Quadros morreu sexta-feira aos 73 anos, deixando amigos e artistas consternados, pois "com ela acaba o fado a sério", como disse à Lusa o escritor e letrista Tiago Torres da Silva.
Maria João Quadros estava hospitalizada no seguimento de uma doença prolongada. A artista tinha sido submetida, em julho, a uma cirurgia para remoção de um tumor no pâncreas. Na operação foi-lhe também retirada a vesícula.
Para Tiago Torres da Silva, que concebeu o disco Fado Mulato em que Maria João Quadros interpreta o fado, mas também composições brasileiras, a artista era "a última que levava o fado a sério".
"O fado acaba com ela, muito lamentavelmente", disse este sábado à Lusa, afirmando esperar que o mundo artístico sinta a dimensão desta perda.
Tiago Torres da Silva afirma que Maria João Quadros foi a artista para quem mais escreveu e não lhe poupa epítetos: "A mais generosa, a mais artista, a mais amiga, a mais atenta aos outros, a mais louca, a mais livre".
Nascida em Moçambique em 1950, Maria João Quadros tem vários discos editados e realizou inúmeros espetáculos, nomeadamente na sua casa de fados em Lisboa, a Casa da Mariquinhas. Ao longo da carreira notabilizou temas como ‘Meu Amor Abre a Janela (Fado de Santa Luzia)’ e ‘Fado Mulato’.
O velório realiza-se este domingo, a partir das 17h30 horas, na Basílica da Estrela. Na segunda-feira, às 10h00 horas, terão início as exéquias, seguindo o cortejo para o Cemitério do Alto de São João.
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